‘O que se pretende é uma devassa’, diz Lava Jato do RJ sobre pedido de compartilhamento de dados por Aras
A força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro, uma das mais atuantes no país, se manifestou encaminhando ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento pedido para que não haja o compartilhamento de informações com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os procuradores firmam que, se houver o compartilhamento, poderia acontecer uma espécie de “devassa” dos trabalhos. O ministro Dias Toffoli chegou autorizar o compartilhamento solicitado pela PGR. No entanto, o ministro Edson Fachin suspendeu os efeitos da decisão.
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Segundo documento encaminhado ao STF pela Lava Jato do Rio, o eventual compartilhamento diminui o controle sobre quem conhece as investigações e aumentam as chances de haver vazamento de dados. Os procuradores afirmaram também no documento que o compartilhamento prejudicaria as investigações de supostos crimes que dependem de sigilo para que não haja ocultação de provas. A disponibilidade de informações poderia configurar ainda quebra de sigilo dos investigados e, por isso, é necessário, segundo os procuradores, preservar garantias constitucionais de todos os cidadãos no que está previsto na Constituição Brasileira.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
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