Protesto marca sessão solene que homenageou os 131 anos da assinatura da Lei Áurea
A sessão solene na Câmara dos Deputados que pretendia homenagear os 131 anos da Lei Áurea nesta terça-feira (14) foi marcada por tumulto e protestos. A Lei que oficializou o fim da escravidão foi assinada pela princesa Isabel em 1888.
O ato foi marcado por protestos do movimento negro, que não aceita o título de redentora dado a princesa.
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL), descendente da Princesa Isabel, presidiu a sessão solene e ao discursar, relativizou a escravidão, argumentando que há registros da prática em vários momentos da história. O deputado ainda defendeu que a abolição só foi possível graças ao que chamou de “consciência cristã” que prevaleceu na sociedade, ressaltando um protagonismo da igreja no processo.
O deputado foi vaiado por manifestantes e o discurso foi interrompido por gritos de “parem de nos matar” entoados por ativistas do movimento negro presentes no plenário.
A deputada Talíria Petrone (PSOL) criticou à homenagem a princesa Isabel e lamentou o que chamou de desconhecimento histórico dos colegas deputados.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) também esteve presente na sessão solene e defendeu a valorização e preservação da história da princesa Isabel.
*Informações da repórter Victoria Abel
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