Após Bolsonaro desistir do Renda Brasil, relator diz que foi autorizado a criar novo programa social
O senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da Proposta de Emenda Constitucional do pacto federativo, disse nesta quarta-feira, 16, que foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro a buscar fontes de recursos para criar um novo programa social em substituição ao Renda Brasil, cancelado por Bolsonaro nesta terça-feira, 15. Segundo ele, a proposta deve ser apresentada já na próxima semana. “O presidente me autorizou a falar com a equipe econômica, com os líderes do governo e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. Na semana que vem está programado para eu apresentar um relatório que também tenha a criação de um novo programa”, afirmou Bittar em entrevista exclusiva ao programa Jornal Jovem Pan.
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O senador lembrou que a primeira pessoa a falar sobre um programa social para os beneficiários do auxílio emergencial, que acaba em janeiro, foi o próprio Bolsonaro. “Quero pedir uma reflexão, a partir de janeiro 10 milhões de brasileiros que estão na pirâmide, mais em baixo, não terão do que sobreviver. O Brasil vai fazer um orçamento e esquecer dessas pessoas? Isso é impossível. Qualquer solução que venha tem que ajudar essas pessoas”, ressaltou Bittar. No último dia 8 ele disse, também em entrevista à Jovem Pan, que a apresentação do relatório do pacto federativo seria adiada justamente para incluir o Renda Brasil.
Embora seja claro ao afirmar que “não adianta especular de onde sairá o dinheiro”, o relator disse que “não tem medo de apresentar uma proposta e assumir o ônus”. “Queria tirar de todo mundo que ganha mais de R$ 20 mil, mas vou fazer o que é possível. Se o Congresso quer ter influências no Orçamento precisa parar de estar tão engessado como é”, alfinetou. Bolsonaro justificou que o Renda Brasil seria abortado pois ele não iria “tirar dos pobres para dar para paupérrimos”. “Jamais vou congelar salário de aposentados ou fazer com que o auxílio para idosos e pessoas com deficiência seja reduzido por qualquer coisa. Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, completou.
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