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Restaurantes dos EUA pedem exclusão de carne e café das novas tarifas

Associação que representa o setor se reuniu com a embaixadora do Brasil em Washington; preocupação central é o impacto direto sobre produtos essenciais para milhares de estabelecimentos de alimentação no país

Felipe Cerqueira

Açougues do Mercado Público de Porto Alegre (RS), realizaram promoções em alguns cortes de carne
Mercado Público de Porto Alegre faz promoções de carnes EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Associação Nacional de Restaurantes dos Estados Unidos tomou uma posição firme contra as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos importados do Brasil, como carne e café. Em uma carta enviada ao governo, a associação solicitou a exclusão desses itens das tarifas que entrarão em vigor em 6 de agosto. A preocupação central é o impacto direto sobre produtos essenciais para milhares de estabelecimentos de alimentação no país. A carta, que também foi enviada ao escritório do representante de comércio dos EUA, destaca que o aumento dos custos pode ser repassado aos consumidores, afetando o bolso dos americanos.

Em uma tentativa de negociação, uma comitiva brasileira, liderada pelo senador Nelsinho Trad, viajou a Washington. No entanto, a administração Trump não recebeu a delegação. Apesar disso, a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, conseguiu se reunir com membros da Associação Nacional de Restaurantes para discutir o assunto. A entidade, que representa mais de 500 mil restaurantes nos EUA, argumenta que as tarifas podem prejudicar significativamente o setor, que emprega cerca de 15 milhões de pessoas. A preocupação é que uma queda no movimento de bares e restaurantes possa resultar em perda de empregos.

A administração Trump defende as tarifas como parte de sua agenda “América em primeiro lugar”, uma promessa de campanha. A carta da associação enfatiza que produtos como carnes processadas, sucos, bebidas alcoólicas e café importado são essenciais para o cardápio diário de milhões de americanos. Além disso, esses produtos representam uma conexão cultural com comunidades imigrantes. Nos EUA, a maior comunidade brasileira fora do Brasil está na Flórida, com cerca de 400 mil brasileiros, principalmente em Orlando.

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A carta busca evitar que as tarifas afetem essa comunidade e o consumo de produtos brasileiros, que são parte integrante da experiência gastronômica nos Estados Unidos. A preocupação é que, além de prejudicar os negócios locais, as tarifas possam enfraquecer os laços culturais e econômicos entre os dois países. A Associação Nacional de Restaurantes espera que o governo reconsidere sua posição e trabalhe em conjunto para encontrar uma solução que beneficie tanto os consumidores quanto os empresários do setor de alimentação.

*Com informações de Eliseu Caetano

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*Reportagem produzida com auxílio de IA