Rio Acre recua 40 centímetros nas últimas 35 horas

  • Por Agencia Brasil
  • 06/03/2015 12h59
Áreas atingidas por cheia em Xapuri Agencia Brasil Cheia do Rio Acre atinge Brasiléia

O nível do Rio Acre diminuiu 40 centímetros nas últimas 35 horas, o que pode ser um sinal de que a pior cheia da história de Rio Branco, capital do Acre, pode estar começando a diminuir. Segundo a Defesa Civil do estado, o nível do rio chegou a 18,4 metros. No entanto, de acordo com as medições feitas no início da manhã de hoje (6), o nível caiu para 18 metros. Até então, a maior cheia do rio havia sido registrada em 1997, quando atingiu 17, 66 metros.

Hoje há cerca de 10,5 mil pessoas – ou 2.964 famílias – acomodadas em 26 abrigos públicos da cidade. A Defesa Civil informou que cerca de 90 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes, que atingiram mais de 900 ruas em 53 bairros da região (capital e arredores). Segundo a Defesa Civil, 24.713 prédios foram afetados. Áreas distantes da capital também foram prejudicadas, comprometendo a produção de 40 propriedades rurais. Só na agricultura familiar, o prejuízo estimado está em R$ 30 milhões, informou a Defesa Civil.

A fim de amenizar os problemas vividos pelos acrianos, o Ministério da Previdência Social publicou hoje portaria que autoriza o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar aos moradores de Brasileia e Rio Branco benefícios de prestação continuada previdenciária e assistencial (benefícios a idosos), enquanto perdurar a situação de calamidade pública. Conforme a portaria, o beneficiário poderá optar pelo recebimento do valor correspondente a uma renda mensal do benefício previdenciário ou assistencial a que tem direito.

O valor antecipado deverá ser ressarcido – sem juro e por meio de descontos da renda do benefício que ele já recebia – em até 36 parcelas mensais fixas, a partir do terceiro mês seguinte ao da antecipação. Para solicitar o empréstimo, basta ao beneficiário se identificar na própria rede ou correspondente bancário responsável pelo pagamento dos benefícios.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil // Edição: José Romildo

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