Com a pandemia, sexta-feira da paixão tem celebrações vazias pelo mundo
A Praça São Pedro acolheu a Via-Sacra desta sexta-feira Santa, tradicionalmente realizada no Coliseu de Roma. As 14 estações foram realizadas em volta do obelisco central, com um único grupo de pessoas que revezaram o momento de carregar a Cruz.
Cada meditação trouxe à reflexão as dores que o cárcere produz: nos detentos, nas vítimas de seus crimes, em seus familiares, nos policiais, juízes, sacerdotes. O crime e suas consequências em toda a sua globalidade.
O sofrimento provocado pelo pecado cometido pelos homens, e redimido por Jesus na cruz, inspirou o Papa Francisco a uma longa oração silenciosa.
Diferentemente dos outros anos, o Pontífice, que segurou a cruz na última estação, não fez a meditação final. Somente concedeu a bênção apostólica.
Na frança, Quase um ano após o incêndio que destruiu o teto da Catedral de Notre Dame em Paris, a Páscoa foi bem mais sutil do que de costume. Em uma missa sem fiéis, o arcebispo da capital francesa disse que há vida, apesar da pandemia.
Em Dusseldorf na Alemanha, católicos e protestantes que não puderam ir a igreja pararam os carros em um estacionamento a céu aberto e fizeram parte de uma oração celebrada por um padre e por um pastor da cidade.
Em Jerusalém, padres franciscanos se reuniram na Praça dos Cristãos e organizaram uma pequena procissão. Na tentativa de impedir a propagação do coronavírus, todos os locais de fé na Terra Santa, como a Igreja do Santo Sepulcro, permanecem fechados.
Na Cidade do México, a representação da Paixão de Cristo em Iztapalapa, celebrada há quase dois séculos foi realizada a portas fechadas como medida preventiva contra o avanço do novo coronavírus.
Por fim, em Sevilha na Espanha, onde centenas de procissões coloridas inundam as ruas da cidade, a população encontrou outras maneiras de celebrar a Páscoa. Os espanhóis tocaram música e decoraram suas varandas.
*Com informações do repórter Victor Moraes
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