Suprema Corte da Venezuela assume as funções da Assembleia Nacional

  • Por Estadão Conteúdo
  • 30/03/2017 14h41
CAR003. CARACAS (VENEZUELA), 23/03/2017.- Fotografía cedida por el Palacio de Miraflores del presidente de Venezuela, Nicolás Maduro (c), durante su intervención en la "Expo Venezuela Potencia 2017" hoy, jueves 23 de marzo de 2017, en la ciudad de Caracas (Venezuela). Maduro dijo hoy que su Gobierno buscará consensos con los empresarios para recuperar la economía nacional, luego de que el país caribeño entró en una severa crisis desde 2014 a partir de la caída en los precios del crudo, su principal fuente de financiación. "Se acabó el rentismo petrolero (...) quiero consenso y diálogo dinámico entre empresarios", afirmó Maduro durante la instalación de la "Expo Venezuela Potencia 2017", una muestra del trabajo que adelantan 400 compañías en el país, organizada por el Ejecutivo. EFE/PALACIO DE MIRAFLORES/SOLO USO EDITORIAL/NO VENTAS EFE/PALACIO DE MIRAFLORES Nicolás Maduro - EFE

A Suprema Corte da Venezuela anunciou na noite de ontem que assumiu todos os poderes do Congresso do país, de maioria oposicionista, gerando críticas por parte de advogados e ativistas políticos.

“A decisão significa um ponto sem volta para a ditadura”, afirmou em comunicado o vice-presidente da Assembleia Nacional, Freddy Guevara.

A Suprema Corte, composta por aliados do presidente Nicolás Maduro, afirmou em uma decisão que o Congresso desacatou a Justiça ao receber três parlamentares do Estado do Amazona que foram acusados de fraude eleitoral. No comunicado, o Judiciário afirmou que tomou posse de todas as “capacidades parlamentares” até que o conflito seja resolvido.

A decisão retira do Congresso venezuelano seus últimos poderes, efetivamente dissolvendo-o, afirmou Rocio San Miguel, advogado de direitos humanos da entidade Citizens’ Control.

A decisão chega um dia após a Organização de Estados Americanos (OEA) criticar a Venezuela por adiar eleições e manter presos políticos. O órgão votou por buscar uma solução diplomática para a crise econômica e política do país, que se aprofunda. Maduro, por sua vez, acusa a OEA de planejar um golpe contra seu governo.