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Supremo Tribunal Federal derruba extensão de patentes de medicamentos

Decisão trará impacto nos custos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que pelo menos 74 medicamentos eram beneficiados

Caroline Hardt

Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a extensão de mais de 3 mil patentes de medicamentos e equipamentos de saúde. Na semana passada, o STF já tinha tornado inconstitucional trecho da Lei de Propriedade Industrial que previa prazo indeterminado. Pela legislação, as patentes de invenções, por exemplo, duram 20 anos contados a partir do registro, ou pelo menos 10 anos após a data de concessão. Se houvesse atraso na aprovação pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, a demora seria compensada com mais anos de monopólio. O relator, ministro Dias Toffoli, argumentou que a quebra das patentes auxilia no combate à pandemia. “A crise sanitária impactou o sistema de saúde, exigindo a adaptação de instrutoras, contratação de profissionais e a aquisição de insumos, de materiais hospitalares e de medicamentos.”

A advogada Roberta Minuzzo esclarece que agora o prazo de patentes fica limitado a 20 anos a partir do pedido. “A partir de agora, o prazo de validade das suas patentes, inclusive aquelas que foram requeridas, que estão tramitando, é de 20 anos, se for uma patente de invenção, e 15 anos se for uma patente modelo de atividade, a contar da data do protocolo”, disse. O médico infectologista, Edimilson Migowski, reconhece a necessidade de ampliar o acesso a medicamentos, mas reforça que a quebra de patentes deve ser ponderada. “Vai que a empresa privada deixei de investir justamente naquilo que faz com que a ciência evolua. Descobertas novas de medicamentos pra câncer ou doenças raras, eles só ocorrem porque existem destino. Só se cada governante se juntem para colocar dinheiro em pesquisa e a gente sabe que não é tão fácil assim”, ressaltou. A decisão do STF deve ter grande impacto nos custos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que pelo menos 74 medicamentos eram beneficiados pela extensão.

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*Com informações da repórter Letícia Santini