Um ano depois, Minneapolis ainda convive com traumas da morte de George Floyd
Um ano depois do assassinato de George Floyd, Minneapolis preserva luto e cobra reformas policiais que pouco avançaram. Velas, flores e cartazes coloridos ainda são colocados no cruzamento onde Floyd foi assassinado. Recentemente, vídeos que circulam nas redes sociais mostram um homem branco destruindo uma das placas do movimento “Vidas Negras Importam”. A comunidade local se reveza dia e noite para preservar o memorial do homem que gerou a maior onda de protestos antirracismo nos EUA desde Martin Luther King. Enquanto a memória é preservada, o Estado aguarda as promessas de reestruturação policial na legislação federal. Em março, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a chamada Lei George Floyd de Justiça no Policiamento.
Nela, é proibido táticas policiais controversas, como o estrangulamento, e facilita o caminho para ações judiciais contra agentes que violarem direitos. A medida, entretanto, parou no Senado — onde precisa de 60 dos 100 votos para ser efetivada. A Casa está dividida entre 50 votos para os democratas e 50 para os republicanos. O voto de minerva está nas mãos da vice-presidente Kamala Harris. No ano passado, a Câmara Municipal de Minneapolis prometeu reconstruir o sistema de segurança com a ajuda da comunidade, mas a proposta acabou declinando. Durante os 22 dias do julgamento que condenou Derek Chauvin em três categorias de homicídio, ao menos 64 pessoas foram mortas por policiais nos EUA.
*Com informações da repórter Carolina Abelin
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