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União Brasil vai presidir a Comissão do Orçamento; MDB fica com a relatoria

O senador Efraim Filho foi o escolhido para liderar o colegiado, que ditará os rumos da perça orçamentária do próximo ano; aprovação da LOA deste ano ainda está em discussão

Felipe Cerqueira

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação de Projeto de Resolução do Congresso Naciona
54384780605_3ad49e294f_k Roque de Sá/Agência Senado

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, responsável por uma das tarefas mais cruciais do Legislativo, terá uma nova liderança para o Orçamento de 2026. O senador Efraim Filho (União Brasil-PB) foi escolhido para presidir a comissão, enquanto a relatoria ficará sob a responsabilidade do deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Este acordo entre os partidos União Brasil e MDB foi estabelecido antecipadamente, antes mesmo da aprovação do Orçamento de 2025, que ainda está em discussão.

A prática de alternância entre a Câmara e o Senado na presidência e relatoria da Comissão Mista de Orçamento é uma tradição que reflete a colaboração entre deputados e senadores. Para o Orçamento de 2025, a presidência será ocupada por um deputado, e a relatoria, por um senador. Para 2026, essa configuração será invertida. Além disso, há a possibilidade de o União Brasil assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais influentes da Câmara dos Deputados. As definições sobre as comissões estão programadas para serem discutidas na próxima terça-feira (18), com a instalação potencial já na quarta-feira (19).

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O cenário político brasileiro atual revela um Congresso cada vez mais descentralizado, com o poder de decisão orçamentária se afastando do Executivo. A distribuição de cargos entre União Brasil e MDB evidencia a influência contínua dos partidos de centro-direita, mesmo sob um governo de esquerda. Este contexto sugere que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará engajar-se em negociações intensas para assegurar que suas prioridades orçamentárias não sejam prejudicadas por interesses parlamentares divergentes.

*Com inforamções de Aline Becketty

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*Reportagem produzida com auxílio de IA