Vítima de golpes com Pix e PicPay teve prejuízo de R$ 240 mil após roubo de celular
No mês de maio, Rafael Mustacchi teve o celular roubado em um restaurante, no centro de São Paulo. Em poucas horas, o assaltante transferiu R$ 240 mil via pix e outros tipos de transferências para contas ‘laranjas’. O bandido ainda se passou por Rafael e mudou a senha da conta no PicPay. Além do prejuízo financeiro que o impediu de manter a sua loja online funcionando, por falta de capital, Rafael passou a sofrer de depressão. “Não sei mais o que fazer. Eu estava com minha lojinha e fiquei sem poder comprar mercadoria. Agora já era, estou desempregado, estou morando no meu carro até estabilizar. Comprei o celular, fui pagar um boleto e vi a conta zerada, aí eu fiquei sem chão, era tudo o que eu tinha economizado até hoje. Eu falei com eles, disseram que iam analisar. Durante todo esse tempo, eu tinha certeza que o banco ia devolver, porque invadiram minha conta, uma falha de segurança grave do aplicativo. Mas, depois, falaram que não vão devolver. Eu não acreditei que tinha perdido tudo. Agora, eu estou processando por danos morais, mas para reaver todo o valor. Minha esperança é que eles analisem direito e devolvam sem precisar passar por tudo isso”, disse.
A cada seis segundos, um golpe financeiro é aplicado no Brasil. Neste ano, de ano, de acordo com uma empresa de cibersegurança, a cada uma hora, 400 golpes desse tipo acontecem no país. Rafael pede na Justiça indenização por danos morais e materiais de todo o valor subtraído. O advogado dele, Alexandre Berthe questiona a facilidade para mudar a senha do aplicativo e a falta de segurança do sistema. “Imagine perder R$ 200 mil, não tem nenhuma checagem, nenhum confronto, nenhuma ligação, não tem absolutamente nada no sistema. E a própria situação de recuperação da senha, que eu considero um erro do algoritmo”, disse. O advogado e Rafael ainda não foram intimados para saber qual a defesa que a Picpay apresentou. Segundo Alexandre Berthe, o banco alega que a operação foi realizada pelo dispositivo do consumidor, cuja senha é intransferível. Em nota, o PicPay afirma que segurança é uma prioridade para a empresa e que seus clientes contam com diversas ferramentas para prevenir fraudes. O PicPay também ressalta que investe constantemente no aprimoramento dos seus sistemas de proteção, reafirmando o seu compromisso de preservar a segurança dos seus clientes.
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*Com informações do repórter Victor Moraes
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