Zema diz que reforma sem estados e municípios fica ‘pela metade’ e que está indo para Brasília brigar pela inclusão
O governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), criticou uma possível aprovação da reforma da Previdência nesta semana na Câmara dos Deputados sem a cláusula que inclui os estados e municípios no projeto. Segundo ele, dessa forma, a União resolve apenas temporariamente seus problemas econômicos.
“É muito ruim que os estados e municípios não sejam inclusos na reforma da Previdência. É uma reforma pela metade. A União resolve o problema dela, mas em breve vai precisar socorrer todos os estados, que caminham aceleradamente para déficits crescentes nas suas contas previdenciárias”, disse.
Zema revelou que está embarcando para Brasília neste momento para tentar auxiliar nas negociações da inclusão antes da votação da reforma em primeiro turno no plenário. “Vamos tentar incluir nessa última etapa. Estou indo para Brasília. Se não, vamos ter que apagar incêndio depois, em 27 Assembleias Legislativas”, afirmou.
De acordo com o governador, é muito mais difícil que os estados encaminhem, por conta própria, suas próprias mudanças nas regras de aposentadorias para suas respectivas Assembleias. “É muito mais difícil ter êxito [localmente] do que em Brasília mas, caso não sejamos incluídos na reforma, já vamos encaminhar para a daqui [de Minas Gerais].”
Minas Gerais
Zema avaliou que seu estado está na “pior situação possível, de verdadeira calamidade” sem a reforma previdenciária. “Neste ano, a nossa conta previdenciária no estado terá rombo de R$ 18 bilhões, as despesas serão maiores que as receitas em R$ 18 bilhões. Esse número cresce todos os anos e é o grande responsável pelo desequilíbrio das contas públicas não só em Minas, como também nos outros estados”, afirmou.
Questionado sobre qual a chance teria de aprovar uma reforma em âmbito estadual, ele lembrou que seu governo é inédito, uma vez que nunca exerceu um cargo público, e que só agora os deputados estaduais estão “reconhecendo melhor minhas intenções, resultados obtidos, estamos conquistando essa confiança gradualmente.”
Dessa forma, ele se considera otimista com uma possível proposta estadual. “O único caminho é diminuir as despesas. Aumentar impostos é impossível, porque o mineiro já paga a energia elétrica e o combustível mais caro do Brasil”, disse.
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