Augusto Nunes: Influenciada por Gilmar, Cármen Lúcia deve mudar o voto e transformar Moro em réu

Julgamento sobre a suspeição do ex-juiz federal foi adiado após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vista; até o momento, o placar parcial é de 2 votos a 2

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2021 21h09
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilOs ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello

O julgamento sobre a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro, realizado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira, 9, foi adiado após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vista, isto é, mais tempo para analisar o caso, já que nunca havia acessado o processo. Até o momento, o placar parcial é de 2 votos a 2, mas Ricardo Lewandowski adiantou seu voto e fez diversas críticas à atuação de Moro. Já Cármen Lúcia ressaltou que possui um novo voto escrito, que será apresentado após o posicionamento de Marques – ela votou contra a suspeição do ex-juiz federal em dezembro de 2018.

Para o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Cármen Lúcia foi “cooptada” por Gilmar Mendes e deve mudar o seu entendimento e se colocar a favor da suspeição do ex-ministro. “A Carmen Lúcia foi realmente cooptada pelo Gilmar Mendes, como ele vive se gabando em jantares com amigos. No tom e até na linguagem que ela anunciou que vai revisar o voto é de quem vai votar sim, a favor do Gilmar Mendes, numa decisão que transforma em réu, na prática, esse o termo, o Sergio Moro. Não devemos contar mais os brasileiros de bem com a Cármen Lúcia, lastimavelmente. Mesmo que Nunes Marques votasse a favor da luz, não haveria a menor possibilidade de vitória dos sensatos, dos que pensam no Brasil. (…) Tomara que o Plenário do Supremo tenha bom senso e não decepcione o Brasil mais uma vez”, afirmou o comentarista.

Na noite desta sexta-feira, 12, Fachin remeteu ao plenário da Corte o recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a decisão que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. O ministro deu um prazo de cinco dias para a defesa do petista se manifestar – após este prazo, o caso será incluído na pauta pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. No recurso da PGR, assinado pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o Ministério Público Federal (MPF) pediu que Fachin reconsiderasse a sua decisão ou submetesse o caso ao plenário da Corte.

Assista ao programa na íntegra: