André do Prado garante que não pautará liberação de bebidas em estádios em SP; base se divide
O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), garantiu, em conversa com a coluna, que não pretende pautar, em 2025, o projeto de lei que libera a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol no Estado. O chefe da Casa Legislativa destacou que a medida pode ser um retrocesso, com risco de aumento significativo da violência nesse tipo de evento, e pediu “cautela” nas conversas.
Na última terça-feira, a Casa Legislativa realizou mais um debate, na Comissão de Assuntos Desportivos, para ouvir membros da Polícia Civil, Militar e do Ministério Público sobre o assunto. Para do Prado, no entanto, mesmo com o avanço das discussões entre alguns parlamentares, afirmou que a bancada evangélica da Alesp, por exemplo, é contra a medida – além de alguns deputados ligados à área de segurança pública.
A expectativa do presidente é segurar o projeto e retomar o assunto em 2026. Ele também lembrou que o ano Legislativo já está no fim e que outros projetos de interesse do governo, além do orçamento do ano que vem, devem ser o foco. A discussão sobre a liberação voltou à tona recentemente, após a elaboração de uma minuta – à qual a coluna teve acesso.
O texto, pensado por representantes das forças de segurança do Estado, do Poder Judiciário, do governo de São Paulo e de movimentos ligados aos clubes e torcedores, estabelece, por exemplo, que as bebidas com até 14% de teor alcóolico, como cervejas, sejam liberadas em estádios com público acima de 20 mil pessoas, em pontos fixos de venda; além de proibir o consumo em garrafas de vidro ou latas.
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As regras seriam mais flexíveis para camarotes ou áreas VIPs e não arquibancadas. Encabeçando muitas das discussões na Alesp, o deputado Danilo Campetti (Republicanos) tem expectativa dentro de uma discussão ainda neste ano, quem sabe dentro de quinze dias, após os trabalhos nas Comissões. Entre a base do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, os parlamentares afirmam que não há consenso sobre o tema. Já o próprio chefe do Executivo paulista, em conversas de bastidor, tem afirmado que é favorável ao texto, desde que seja aprovado conforme a minuta já elaborada.
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