Operação prende policiais e assessores militares da Câmara de SP
Informações preliminares apontam indícios de relação com PCC e empresas de ônibus
A Secretaria de Segurança Publica de São Paulo (SSP) acompanha, nesta quarta-feira (4), uma operação que liga policiais a organizações criminosas. A informação foi confirmada pelo responsável pela pasta, Osvaldo Nico. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária.
Segundo informações preliminares, policiais que fazem parte da assessoria militar da Câmara de Vereadores de São Paulo foram presos. O policial militar Capitão Alexandre está entre os nomes.
A investigação é um desdobramento da Operação Fim da Linha, de empresas de ônibus que atuam na capital paulista. Deflagrada em abril de 2024 pelo Gaeco, desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC através das empresas de ônibus Transwolff e UpBus em São Paulo. Na ocasião, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o “Pandora”, dono da Transwolff, foi preso.
Fontes afirmaram à coluna que as prisões desta quarta-feira estão ligadas a transferências feitas por Pandora a esses policiais.
Após a publicação desta coluna, a Polícia Militar de São Paulo se manifestou, por meio de nota. Leia na íntegra:
A Polícia Militar, por meio de sua Corregedoria, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), uma operação para o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão contra policiais militares investigados por atividade de segurança privada. A ação é resultado das investigações da Operação Fim da Linha, de 2024, que apontou o possível envolvimento de policiais na segurança pessoal e patrimonial de empresas e pessoas investigadas. A Polícia Militar reforça seu compromisso com a legalidade e com a responsabilização de todos os agentes que descumprem os protocolos da corporação.
A presidência da Câmara Municipal divulgou uma nota afirmando que apenas o Alexandre é integrante da assessoria. Os outros dois PMs presos, segundo o comunicado, não são servidores da assessoria militar. “O cargo ocupado [por Alexandre] é de confiança e nas atribuições relacionadas à Assessoria Militar na Câmara não há nenhum registro que o desabone”, segundo a nota.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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