Tarcísio vê Haddad como quadro ‘sacrificado’ pelo PT

Internamente, governador avalia que Fernando Haddad teria eleição tranquila ao Senado

  • Por Beatriz Manfredini
  • 19/03/2026 09h23
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NEWTON MENEZES/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO Construção do túnel Santos-Guarujá demonstra volta do espírito republicano SP - SANTOS-GUARUJÁ/TÚNEL/LEILÃO/TARCÍSIO - ECONOMIA - O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) no leilão do túnel submerso Santos-Guarujá, na sede da B3 Bolsa de Valores do Brasil, no centro histórico de São Paulo, na tarde desta sexta-feira, 05 de setembro de 2025

Com a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes prestes a ser anunciada nesta quinta-feira (19), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é visto como um bom quadro do PT pelo atual governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Internamente, Tarcísio não nega que Haddad foi “prejudicado” e “sacrificado” pelo próprio partido.

Nos bastidores do Palácio, Tarcísio costuma dizer que Haddad teve boas intenções ao comandar o Ministério da Fazenda, e pondera que o rival foi “prejudicado” pelo PT de diversas maneiras. Na avaliação do chefe do Executivo paulista, o ministro tentou criar boas políticas, mas foi forçado a gastar mais dinheiro do que gostaria para seguir o perfil esperado por Lula e aliados, de concessão de benefícios e injeção de dinheiro da economia.

Tarcísio confidência a auxiliares, ainda, que considera que Haddad seria facilmente eleito ao Senado, mas será novamente “sacrificado” em prol de Lula. O ministro é visto internamente no PT como impulsionador do presidente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Como já mostrou a coluna, a gestão atual não vê a candidatura com preocupação. O entendimento é que reeleição se baseia em aprovação, exatamente o ponto em que Tarcísio tem bons índices.

Apesar disso, para o PT, Haddad é o melhor quadro. Mesmo tendo perdido três eleições anteriores – reeleição à Prefeifura de São Paulo, em 2016; eleição presidencial em 2018; e ao Palácio dos Bandeirantes em 2022, ao ser vencido pelo próprio Tarcísio -, a leitura é que Haddad teve o menor desempenho da sigla em anos. Desde 2002 o PT não chegava a um segundo turno em São Paulo, e Haddad conquistou 44% dos votos, contra cerca de 55% de Tarcísio.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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