Deolane, presa nesta quinta, se recusou duas vezes a comparecer ao Senado

Convocada pela CPI da Manipulação de Jogos, em outubro de 2024, e pela CPI das Bets, em abril de 2025, Deolane nunca se sentou diante dos senadores

  • Por Bruno Pinheiro
  • 21/05/2026 09h39 - Atualizado em 21/05/2026 09h40
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MARLON COSTA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO Deolane Bezerra, Operação Integration

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, que por duas vezes se recusou a depor no Senado amparada por decisões do STF, foi presa nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do PCC.

Convocada pela CPI da Manipulação de Jogos, em outubro de 2024, e pela CPI das Bets, em abril de 2025, Deolane nunca se sentou diante dos senadores. A relatora Soraya Thronicke (Podemos-MS) chegou a rebater a última decisão: “Gostaríamos de conversar com ela: a senhora pode explicar essa entrada de recurso nas suas contas? Mas ela, pelo jeito, não quer responder.”

Agora, quem responde é a Polícia Civil. Segundo as investigações, Deolane teria recebido depósitos fracionados em espécie entre 2018 e 2021, totalizando mais de R$ 1 milhão — prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento de movimentações financeiras. A operação também mira Marcola, líder do PCC preso desde 1999, e familiares dele. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva.

É a segunda prisão da influenciadora. Em setembro de 2024, ela havia sido detida durante a Operação Integração, da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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