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David de Tarso

Polícia investiga se empresário se envolveu em confusão com seguranças no autódromo

Investigadores fizeram um mapa com os locais por onde Adalberto Júnior passou e tentaram refazer possíveis caminhos percorridos por ele na tentativa de identificar se houve alguma briga no percurso

David de Tarso

Polícia Civil fez um mapa do local onde o empresário circulou quando sumiu
WhatsApp Image 2025-06-11 at 08.53.37 Divulgação/Polícia Civil

Quatro seguranças que trabalharam no dia do evento de motos no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, prestaram depoimento à Polícia Civil durante cerca de quatro horas, conforme apurou o jornalista da Jovem Pan News Misael Mainetti. Após darem detalhes para os investigadores, os seguranças saíram sem conversar com a imprensa e seguiram direto para o estacionamento. O quarteto cumpriu expediente no dia em que Adalberto Amarílio dos Santos Júnior, de 37 anos, foi ao evento de motos numa sexta-feira, no dia 30 de maio. Ele foi encontrado morto em um buraco de obras do local quatro dias depois.

Nesta terça-feira (10), a Polícia Civil voltou ao autódromo. De acordo com Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as autoridades fizeram um mapa do local onde o empresário circulou quando sumiu após o evento de motos. À esquerda do mapa, as linhas em azul escuro mostram por onde o empresário circulou dentro do autódromo. As linhas em azul mais claro indicam por onde ele teria passado no lado de fora do evento.

Mapa da Polícia Civil

Na segunda-feira, a advogada Claudia Bernasconi, que representa a empresa responsável pelo evento também prestou depoimento à Polícia Civil e se limitou em dizer que todos os esclarecimentos foram prestados. Dias atrás, a perícia concluiu que existem marcas de sangue dentro do carro do empresário. De acordo com a polícia, a quantidade é considerável. O veículo permanecia no estacionamento do evento. O caso intriga a polícia, já que o corpo estava sem sinal de violência e sem marcas de sangue. Júnior, como era conhecido, estava sem as calças e tênis, mas de jaqueta e com celular sem bateria e documentos nos bolsos, além do capacete na cabeça.

A polícia se afasta cada vez mais da hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, uma vez que não houve nenhuma movimentação na conta bancária dele. Em depoimento, a esposa de Júnior mencionou que o empresário tinha a quantia de R$ 1 milhão na conta, além de três óticas registradas em seu nome. Em depoimento, o amigo que foi ao evento com ele, mas foi embora mais tarde, disse que o empresário consumiu maconha, oito copos de cerveja e que ficou agitado.

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O exame preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi compressão torácica e que Júnior pode ter morrido por asfixia. Justamente por isso, seguranças foram ouvidos para saber se numa possível confusão, o empresário poderia ter recebido algum golpe como “mata leão”, que causa asfixia. O laudo conclusivo sobre a causa da morte, como trouxe a coluna, seria divulgado ontem, mas a Polícia Científica ainda não entregou o documento.

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