Tiros em base da PM em Guarujá geram temor de nova onda de ataques do PCC
Imagens que circulam nos grupos de policiais pelo WhatsApp mostram que a Base da Polícia Militar localizada na avenida Lydio Martins Correa, na Vila Zilda, em Guarujá (SP), sofreu com disparos de arma de fogo nesta segunda-feira (14), pela manhã. Dois policiais estavam no local, mas por sorte os tiros não acertaram nenhuma pessoa, somente o prédio foi atingindo. A porta de vidro da base estourou. Ao averiguar as câmeras de monitoramento, foi visto que dois homens em uma moto foram os autores do ataque. O que chama a atenção é que os possíveis autores não usavam capacetes como forma de preservar o rosto. Por não saber se os disparos podem ter sido feitos por menores de idade, esta coluna resolveu preservar a imagem até uma possível confirmação da identidade da dupla. Mas a polícia está realizando buscas na tentativa de encontrar os suspeitos. A perícia também foi acionada para que a investigação seja feita.
Logo após o ataque, PMs em motos foram recebidos a tiros no começo da tarde desta segunda-feira (14) no Morro do Macaco, na comunidade da Vila Edna. Até o fim do dia, novas atualizações sobre essa troca de tiros poderá ser vista. Na última sexta-feira (11), um veículo conduzido por policiais penais da Secretaria de Administração Penitenciária foi incendiado por bandidos. Segundo informações extraoficiais, o veículo usado para o transporte de presos, conhecido como “bonde”, foi abandonado pelos policiais quando passavam por uma região de comunidade, na zona oeste da capital paulista. Os agentes teriam ficado com medo e deixaram o veículo. A SAP nega essa versão relatada por fontes desta coluna. Em nota enviada, a Secretaria de Administração Penitenciária afirma que o caminhão “sofreu uma pane elétrica durante as fortes chuvas” que atingiram São Paulo e depois disso pegou fogo.
O âmbito das conversas entre os policiais militares e penais tem girado em torno do receio de que uma nova onda de ataques seja desencadeada, como a que foi vista em maio de 2006, com uma série de disparos e incêndios contra bases das polícias e bombeiros, além de casas de agentes penitenciários e policiais de folga com diversas pessoas mortas. Na época, A Ouvidoria da Polícia afirma que 493 pessoas morreram na onda de ataques, mas até hoje não há um número oficial de vítimas.

Na última sexta-feira (11), um veículo conduzido por policiais penais da Secretaria de Administração Penitenciária foi incendiado por bandidos
O receio se dá depois que uma carta foi descoberta na unidade prisional de Paralheiros, na zona sul de São Paulo, revelando um plano para que lideranças do PCC identifiquem endereços de policiais penais num possível plano de execução. Como esta coluna trouxe com exclusividade aos leitores, a motivação para coordenar uma possível nova onda de ataques seria por represálias a uma série de restrições que o principal líder da facção, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tem sofrido na Penitenciária Federal de Brasília, sendo mantido em alas isoladas por desrespeitar ordens dos policiais penais na unidade. O Setor de Comunicação da Policia Militar de São Paulo confirmou que a base foi alvo do ataque por meio das redes sociais. O departamento afirma que não trabalha com essa variável de possíveis ondas de ataques, mas com planejamento e preparo considerando os cenários que se apresentam. A missão, segundo a PM, é a manutenção da ordem e o cumprimento da lei.
[jp-related-posts ids=”1747267″]