Zema fala o que tem de diferente de Flavio e critica ministros do STF

Declarações foram dadas durante evento em São Paulo

  • Por David de Tarso
  • 13/04/2026 15h04 - Atualizado em 13/04/2026 15h11
  • BlueSky
VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO Romeu Zema durante o 3º Seminário Brasil Hoje, organizado pelo Grupo Esfera, que reúne ministros de Estado, governadores, congressistas e líderes partidários e do setor privado no Palácio Tangará, na cidade de São Paulo Segundo Zema, há diversas inconsistências nas decisões e condutas dos ministros

Durante participação em um evento na Associação Comercial e Empresarial de São Paulo, o governador de Goiás, Romeu Zema, fez duras críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas declarações, ele afirmou que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli deveriam sofrer impeachment e, em tom mais incisivo, sugeriu que ambos poderiam até mesmo estar presos.

Segundo Zema, há diversas inconsistências nas decisões e condutas dos ministros, que, em sua visão, se comportariam como “intocáveis”. Ele ampliou a crítica ao cenário político nacional, mencionando que essa postura também seria observada entre parlamentares em Brasília, incluindo deputados e senadores.

Vídeo com Flávio Bolsonaro repercute nas redes

No fim de semana, Zema também ganhou destaque nas redes sociais ao publicar um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro. Na gravação, em tom descontraído e seguindo uma tendência popular nas plataformas digitais, foi levantada a possibilidade de Flávio ser seu vice em uma eventual candidatura presidencial.

Apesar da repercussão, o governador adotou um discurso mais cauteloso ao falar com jornalistas nesta segunda-feira. Ele afirmou ser pré-candidato com chapa própria e descartou, ao menos neste momento, uma aliança com o senador.

Diferenças partidárias marcam distanciamento

Ao comentar as diferenças entre ele e Flávio Bolsonaro, Zema destacou divergências partidárias como um dos principais fatores. Ele criticou o PL, partido de Bolsonaro, afirmando que a legenda abriga “frutos podres”.

Em contraste, ressaltou que, em seu partido, o Novo, integrantes envolvidos em irregularidades são expulsos. Como exemplo, mencionou o próprio ex-presidente da sigla, que teria sido desligado após se alinhar ao PT.

“Direita diferente” e foco em segurança pública

Zema também buscou se posicionar como representante de uma “direita diferente”. Entre suas propostas, destacou a intenção de reduzir gastos públicos e priorizar a segurança, com mudanças legislativas que aumentem a punição de criminosos.

Baixa nas pesquisas não preocupa

Apesar de aparecer com índices modestos nas pesquisas eleitorais, o governador demonstrou confiança. Ele relembrou sua trajetória em 2018, quando iniciou a disputa pelo governo de Minas Gerais com baixa pontuação e conseguiu crescer ao longo da campanha até conquistar a vitória.

Zema afirmou acreditar que esse movimento pode se repetir na corrida pelo Palácio do Planalto.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.