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Patrícia Costa

2024: o ano mais quente da história e os desafios para 2025

Com o aumento das temperaturas, o mundo se prepara para um futuro incerto e ameaçador, que exige ações urgentes para evitar um colapso ambiental

Patricia Costa

Termômetro de rua registra temperaturas elevadas na região central de São Paulo
Altas temperaturas no centro de São Paulo ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O ano de 2024 consolidou-se como o mais quente já registrado, com a temperatura média global excedendo em 1,5°C os níveis pré-industriais. Este marco encerra uma década caracterizada por calor extremo e eventos climáticos devastadores, como inundações, ciclones e incêndios florestais. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) relatou que, entre janeiro e setembro de 2024, a temperatura média do ar na superfície do globo foi 1,54°C superior à média pré-industrial. Em resposta a esses dados, o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a necessidade urgente de reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa em 2025, alertando que a humanidade está “no caminho para o desastre” caso medidas significativas não sejam adotadas.

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O avanço de movimentos negacionistas e políticas populistas contrárias às ações climáticas representa um obstáculo significativo. A possível retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, sob a liderança de Donald Trump, e o crescimento de partidos de direita na Europa ameaçam comprometer os esforços globais para mitigar as mudanças climáticas. O Brasil, em particular, enfrenta desafios iminentes. Previsões indicam que o verão de 2025 poderá ser um dos mais intensos já registrados, com altas temperaturas e eventos climáticos extremos, como secas e chuvas intensas, impactando a agricultura, a saúde pública e o cotidiano da população. Além disso, a possível ocorrência do fenômeno La Niña no final de 2024 ou início de 2025 pode intensificar ainda mais essas condições, exacerbando os desafios climáticos no país.

Diante desse cenário, é imperativo que governos, empresas e sociedade civil intensifiquem seus esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e adotem políticas ambientais mais ambiciosas. A inação ou retrocesso nas políticas climáticas não só compromete o meio ambiente, mas também coloca em risco a saúde, a segurança e o bem-estar das gerações presentes e futuras. Em 2025, a ONU planeja focar em ações para a preservação das geleiras, destacando a importância da criosfera — regiões congeladas da Terra — e a necessidade de conscientização sobre a aceleração do derretimento dessas áreas críticas. A comunidade internacional deve encarar 2025 como um ano decisivo para a implementação de medidas concretas que revertam a trajetória atual e assegurem um futuro sustentável para o planeta.

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