Constantino: Lava Jato não pode ser única forma de combate à corrupção

Para o comentarista da Jovem Pan, a operação deve ‘inspirar o lavajatismo, uma ideia de que a corrupção tem que ser combatida de forma permanente’

  • Por Jovem Pan
  • 07/09/2020 09h38 - Atualizado em 07/09/2020 09h39
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDOApoiadores da Lava Jato fizeram carreatas neste domingo (6)

O comentarista da Jovem Pan Rodrigo Constantino reconheceu que a operação Lava Jato vem sofrendo algumas derrotas, mas defendeu que ela não pode ser o único instrumento de combate a corrupção no país. Para ele, a força-tarefa deveria ter uma “data de validade” e os métodos devem ser aplicados em outras operações. Constantino ainda criticou as tentativas de comparação entre o caso das rachadinhas, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e o petrolão, esquema de corrupção dos governos do PT. Veja abaixo o comentário de Rodrigo Constatino para o Jornal da Manhã desta segunda-feira (7):

“A operação vem sofrendo algumas derrotas e precisa ser defendida, sim, mas é preciso separar algumas coisas. Primeiro que a saída do Deltan Dallagnol culminou numa semana que tiveram outros casos de desgaste na operação, como uma debandada em São Paulo, mas a saída dele não tem nada a ver com isso, tem a ver com decisões pessoais familiares. Além disso, a operação Lava Jato é uma força-tarefa que deveria ter uma data de validade, não pode ser sinônimo da única forma de combatermos a corrupção no país. Ela tem que inspirar o lavajatismo, uma ideia de que a corrupção tem que ser combatida de forma permanente, e agora os métodos já estão aí para todo mundo repetir. Na passeata que fizeram, tinham algumas faixas falando “nem rachadinha, nem petrolão”, tentando bancar alguma espécie de equidistância, de isentão entre PT e bolsonarismo. Isso é uma narrativa ideológica absurda de terceira via que ignora que o PT tomou de assalto o Estado brasileiro enquanto estamos agora há mais de um ano e meio de governo sem escândalo de corrupção”, disse.