Jeff Bezos deixa Amazon para incentivar o futuro da indústria do turismo: as viagens espaciais

Ex-CEO da Amazon vai participar de um voo com o irmão Mark, um passageiro misterioso, que comprou o lugar no programa por US$ 28 milhões, e Wally Funk, de 82 anos

  • Por Samy Dana
  • 06/07/2021 10h00
Michael Reynold/EFEJeff Bezos, o homem mais rico do mundo, deixou nesta segunda-feira, 5, o comando da Amazon

Como já estava programado desde o início do ano, Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, deixou nesta segunda-feira, 5, o comando da Amazon, empresa que se tornou uma das maiores varejistas do mundo. Os negócios e o dia a dia da empresa passam, agora, a ser geridos por Andy Jassy, executivo que já estava na companhia. O ex-CEO, porém, está longe de se aposentar. Na verdade, Jeff Bezos está pensando alto literalmente, já que no próximo dia 20 vai participar de um voo espacial com o irmão Mark, um passageiro misterioso, que comprou o lugar no programa por US$ 28 milhões, e Wally Funk, de 82 anos. Uma das pioneiras do programa espacial americano, a idosa chegou a receber treinamento nos anos 60, e vai participar de uma missão que não significa muito em termos de exploração do espaço, afinal já fomos não só à lua, como mantemos há décadas algum laboratório habitado no espaço, como é hoje a estação espacial internacional.

E o voo da Blue Origin, empresa comandada por Jeff Bezos, será relativamente simples. A nave, comandada por piloto automático, vai decolar da Terra, subir cem quilômetros, permitindo que os tripulantes experimentem a ausência de gravidade, e então retornará ao solo presa a paraquedas — tudo em 10 minutos. Mesmo assim, há um grande significado para o turismo espacial. Esse passageiro misterioso da nave, que não se sabe se terá o nome revelado ou não, é pioneiro em um tipo de passatempo que deve se tornar o novo luxo dos muito ricos. As viagens espaciais são consideradas o futuro da indústria do turismo. Hoje, não só a empresa de Jeff Bezos está no páreo para transportar turistas,  como também a Space X, de Elon Musk, da Tesla, que pretende levar o primeiro grupo ao espaço em fevereiro do ano que vem. Tem também a Boeing, fabricante tradicional de aviões, e a Virgin, do bilionário britânico Richard Branson, que inclusive antecipou os planos para ir ao espaço antes de Jeff Bezos, no próximo dia 11, roubando a primazia de chegar primeiro na corrida de bilionários. Viagens no espaço também já partem de um valor mais acessível — um lugar na fila de espera dos futuros voos da Virgin custam US$ 280 mil dólares. Caro, mas só 1% do que vai custar para esse turista espacial misterioso viajar com Bezos.