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Victoria Abel

Taxação das bets deve ser adiada e governo quer esperar liberação de emendas

Proposta que também traria a elevação de impostos sobre fintechs e JCP poderia ser rejeitada em ambiente político tenso

Victoria Abel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a cerimônia de sanção de cinco novas leis voltadas à agricultura familiar, no Palácio do Planalto
Lula sanciona cinco novas leis voltadas à agricultura familiar Wilton Junior/Estado do Amazonas/Estadão Conteúdo

O governo avalia que o projeto de lei que pretende aumentar a taxação sobre bets, fintechs e Juros sobre Capital Próprio deve ter o envio adiado, em meio ao ambiente político na Câmara dos Deputados, desfavorável ao Palácio do Planalto. A proposta resgataria trechos da medida provisória que taxava aplicações financeiras e foi derrubada pelo Câmara, no início do mês.

A avaliação é de que o projeto que traria, na prática, o aumento de impostos para alguns setores, precisa de mais articulação política antes de ser pautado. O Palácio do Planalto quer esperar a liberação de mais emendas parlamentares, em uma tentativa de “acalmar os ânimos” dos deputados.

No entanto, as dificuldades do governo para atingir o centro de meta fiscal de 2025, de déficit zero, pode levar a um congelamento de pelo menos R$ 1 bilhão em emendas parlamentares de comissão neste ano. A medida está sendo avaliado para evitar novos questionamentos pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Já o projeto de corte de despesas deve avançar nesta semana e os trechos já foram anexados a proposta que prevê a criminalização do uso de metanol em bebidas. A matéria é relatada pelo deputado Kiko Celeguim (PT-SP). Para o Palácio do Planalto, a matéria tem boa aceitação e deputados de centro não devem negar as iniciativas de cortes de gastos.

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