Copa nos EUA: ingressos caindo e hotéis com demanda fraca

Números abaixo do esperado geram dúvidas sobre o real impacto econômico do evento para as cidades americanas

  • Por Wanderley Nogueira
  • 27/05/2026 12h04
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Jia Haocheng/Pool/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega ao palco para participar do sorteio da Copa do Mundo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega ao palco para participar do sorteio da Copa do Mundo da Fifa de 2026, que será realizada nos EUA, Canadá e México, no Kennedy Center, em Washington, DC, em 5 de dezembro de 2025.

Apesar de a FIFA anunciar mais de 5 milhões de ingressos vendidos oficialmente, a realidade no mercado secundário e no setor hoteleiro dos Estados Unidos mostra uma demanda bem mais fraca do que o esperado para a Copa do Mundo de 2026.

Isso representa uma boa notícia para quem planeja comprar de última hora, mas levanta uma preocupação séria sobre o legado econômico da primeira Copa “em casa” da história do futebol.

O preço médio de revenda do ingresso mais barato da fase de grupos caiu entre 23% e 30% desde abril — passando de cerca de US$ 700–730 para aproximadamente US$ 560. Em várias partidas, os valores chegaram a cair pela metade.

Exemplo concreto: o jogo Jordânia x Argélia, em São Francisco, já tem ingressos abaixo de US$ 100, e milhares de assentos ainda estão disponíveis em diversos confrontos.

Nas últimas semanas, os preços despencaram em quase todos os 78 jogos programados nos Estados Unidos.

Principais motivos da queda:

  • Custo total da viagem elevado (passagens aéreas + diárias de hotel);
  • Novos lotes de ingressos liberados pela FIFA;
  • Demanda menor do que o projetado por torcedores internacionais.
  • Os jogos de elite (seleções mais fortes e clássicos) continuam com preços altos, mas a maioria das partidas da fase de grupos está bem mais acessível.

Cerca de 80% dos hotéis nas cidades-sede relatam reservas abaixo das previsões iniciais. Em Nova York, por exemplo, a projeção é de uma perda superior a US$ 100 milhões apenas em receita de quartos. O setor de turismo investiu pesado esperando multidões e agora corre para ajustar as expectativas.

A Copa de 2026 está chegando com ingressos mais baratos no mercado secundário e oportunidades reais para torcedores de última hora. No entanto, os números abaixo do esperado geram dúvidas sobre o real impacto econômico do evento para as cidades americanas.

Até a próxima.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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