Copa quase começando… e os preços dando nó no orçamento.

Desde o final de 2025, quando os primeiros valores de ingressos e pacotes começaram a circular, as reclamações não param de crescer

  • Por Wanderley Nogueira
  • 01/04/2026 19h07 - Atualizado em 01/04/2026 19h09
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Dan Mullan/Getty Images/AFP A sinalização do sorteio final da Copa do Mundo da FIFA 2026 é exibida do lado de fora do Kennedy Center Washington, DC — 4 de dezembro: A sinalização do sorteio final da Copa do Mundo da FIFA 2026 é exibida do lado de fora do Kennedy Center em 4 de dezembro de 2025, em Washington, DC.

A Copa do Mundo 2026 está chegando… e os preços estão dando dor de cabeça.

Falta pouco mais de dois meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026. O torneio começa em 11 de junho e promete ser o maior da história: 48 seleções e 104 jogos ao longo de mais de um mês.

Desde o final de 2025, quando os primeiros valores de ingressos e pacotes começaram a circular, as reclamações não param de crescer. A FIFA defende que os preços refletem a “alta demanda” e o tamanho inédito do evento. Já os torcedores argumentam o contrário: o evento está se tornando inacessível para o fã comum, priorizando quem pode pagar caro, com revenda pouco controlada e mecanismo de preços dinâmicos.

No final das contas, quem planeja acompanhar a Seleção Brasileira ou qualquer uma das grandes seleções vai desembolsar bem mais do que em Copas recentes. Muito mais.

Se os ingressos já estão pesados, as hospedagens estão em outro patamar de absurdo. Hotéis em várias cidades-sede registram aumentos de 300% ou mais. Diárias que normalmente custam entre US$ 200 e US$ 300 disparam para valores entre US$ 1.000 e US$ 3.800 (ou até mais) nas datas dos jogos.

Os casos mais extremos estão em México (especialmente Cidade do México), Vancouver e várias cidades americanas, como Dallas. Muitos hotéis chegaram a cancelar reservas prévias feitas por equipes e pelo staff da FIFA, liberando quartos para o mercado geral. Isso pode aumentar um pouco a oferta, mas até agora não tem sido suficiente para segurar os preços nas alturas.

Quem ainda pretende ir ao Mundial está sendo orientado a reservar tudo com muita antecedência — voos, hotéis, traslados e, claro, ingressos. Outra estratégia é torcer por alguma queda de preço mais perto da data, mas a experiência de eventos anteriores mostra que isso nem sempre acontece.

A experiência promete ser dura no bolso. Para muitos, a conta final (passagem + hospedagem + ingressos + alimentação + transporte) está virando um investimento alto demais.

Tomara que a Seleção nos faça esquecer um pouco desses preços!

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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