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Política

Alckmin diz que julgamento de Bolsonaro não deve afetar negociação com EUA

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, o processo contra o ex-presidente é uma 'ação penal', enquanto as tarifas americanas são uma 'política regulatória'

Fernando Keller

Geraldo Alckmin
Lula: governo dos EUA tem agido como imperador, Trump continua fazendo ameaças ao mundo inteiro FáTIMA MEIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) não possui qualquer relação com as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros. Segundo Alckmin, o processo contra Bolsonaro é uma “ação penal”, enquanto as tarifas americanas são uma “política regulatória”, tratando-se de assuntos distintos. A declaração foi feita após a cerimônia de posse de novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a visão diverge da percepção de empresários brasileiros que se encontraram recentemente com o deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Esses empresários relataram que, caso o julgamento contra o ex-presidente fosse cancelado ou se ele fosse absolvido, as tarifas impostas pelo governo norte-americano poderiam ser renegociadas e até mesmo zeradas.

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Isso indica que, enquanto o governo brasileiro trata os assuntos como independentes, nos Estados Unidos, há uma percepção de que o desfecho do julgamento de Bolsonaro pode influenciar diretamente as relações comerciais e as barreiras tarifárias. O julgamento do chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista será retomado na próxima terça-feira, às 9h, com a leitura do voto do ministro relator, Alexandre de Moraes. A expectativa é que a sentença seja proferida até a sexta-feira da próxima semana. Se condenado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode enfrentar uma pena de até 43 anos de prisão.

Com informações de Igor Damasceno

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*Reportagem produzida com auxílio de IA