Alcolumbre marca sabatina de Messias no Senado para 10 de dezembro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu para 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o STF (Supremo Tribunal Federal). A votação no plenário deve ocorrer no mesmo dia. O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A mensagem formal com a indicação será lida em 3 de dezembro.
A escolha de Messias gerou desgaste entre o Palácio do Planalto e o Senado, justamente em período crítico para o governo Lula no Congresso. A Casa Alta estava próxima do presidente e atendeu alguns interesses palacianos durante a crise com a Câmara dos Deputados, como no caso da PEC da Blindagem. Alcolumbre e outros senadores preferiam o nome do ex-presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e se queixaram de não terem sido consultados antes do anúncio da indicação. A falta de comunicação elevou o mal-estar político e aumentou a pressão sobre a sabatina.
Após uma tentativa de aproximação de Messias, em carta aberta repleta de elogios a Alcolumbre, o presidente do Senado respondeu como uma nota bastante fria. Ele afirmou que a sabatina seguirá o rito tradicional e destacou que cada parlamentar poderá avaliar a indicação “no momento oportuno”, preservando as “prerrogativas constitucionais” da Casa.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_4anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
O texto do AGU reforçava a defesa do diálogo e do respeito às instituições. Messias, agora, pretende procurar individualmente os senadores antes da votação. Contudo, Alcolumbre acelerou o processo já para dezembro, contrariando a estratégia inicial do governo, que desejava mais tempo para construir apoio. Para conquistar a cadeira que era de Luís Roberto Barroso, Jorge Messias precisará de ao menos 41 votos entre os 81 senadores da República.
[jp-related-posts ids=”2081336,2080855″]