Alexandre Silveira indica uma possível ‘saída negociada’ para Enel em SP
O governo brasileiro pode buscar uma “saída negociada” para Enel São Paulo caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decida pela caducidade da concessão da distribuidora da companhia italiana, disse nesta quarta-feira (08) o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento no Rio de Janeiro. “Pode haver uma saída negociada, se tiver motivo para caducidade, a Aneel que justifique esse motivo, e não faltará coragem ao ministro para fazer a caducidade”, afirmou ele a jornalistas no evento Latam Energy.
Entretanto, o ministro não detalhou como seria essa solução negociada. “Aguardamos diálogo com a Enel, não com a Enel daqui, com seus gestores globais, para que a gente tenha e convencione depois da decisão da Aneel, se for o caso de caducidade. Se não for, convencionar o cumprimento dos novos parâmetros de qualidade”, afirmou.
Silveira afirmou que é preciso cobrar uma melhoria no serviço da Enel. Para isso, pretende conversar com executivos da empresa na matriz italiana.
Na terça-feira (07), a Aneel aprovou a abertura de um processo de caducidade do contrato da distribuidora Enel São Paulo, após constatar “falhas estruturais” na prestação dos serviços que podem levar à aplicação da penalidade mais grave prevista para uma concessionária de energia elétrica.
A mudança do processo, antes fiscalizatório e agora punitivo, impede a renovação automática do contrato da Enel São Paulo, que vence em 2028. Isso complicaria uma eventual venda da concessão, a principal alternativa usada no passado por empresas que já enfrentaram situações semelhantes no setor elétrico. A Enel, porém, tem dito publicamente que não pretende vender o ativo.
Procurada, a Enel disse em nota que “seguirá trabalhando para demonstrar firmemente, em todas as instâncias, que tem cumprido integralmente com todos os indicadores previstos em contrato e no plano de recuperação apresentado em 2024 ao regulador”.
A empresa acrescentou que “tem plena confiança nos fundamentos legais e técnicos que norteiam suas operações no Brasil”, e avaliou que qualquer definição sobre as concessões de distribuição de energia “precisa obedecer a critérios técnicos claros, prévia e objetivamente estabelecidos, de forma imparcial”.
*Reuters
Assuntos
continue lendo
Política
De governador de SP a vice de Lula, Alckmin mudou de partido para chegar ao Planalto
Médico de formação, político de Pindamonhangaba foi governador por quatro mandatos e disputou a Presidência duas vezes antes de integrar a chapa de Lula em 2022
- Candidatos são obrigados a participar de debate? Entenda o que diz a lei Júlia Mano · há 8 horas
- Nem Bolsonaro confiou em Tarcísio para lançá-lo ao Planalto, diz Márcio França Jovem Pan · há 10 horas
- Lula faz mais mal ao Brasil do que a pandemia, diz Flávio Bolsonaro Beatriz Manfredini · há 12 horas
- TRE-RJ nega a candidato à Câmara uso do sobrenome ‘Bolsonaro’ na urna Estadão Conteúdo · há 12 horas