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Política

‘Brasil está cansado de cortar políticas sociais, congelar salário-mínimo e sacrificar aposentados’, diz Gleisi Hoffmann

Em meio ao projeto do IR que prevê tributação de super-ricos, a ministra defendeu o 'debate sério sobre política fiscal' para 'defesa de privilégios e injustiças' em um 'país com distorções históricas que precisam ser corrigidas'

Victor Trovão

Presidente nacional do PT assume a pasta no lugar de Alexandre Padilha, que deixa o posto para ser ministro da Saúde
Presidente nacional do PT assume a pasta no lugar de Alexandre Padilha, que deixa o posto para ser ministro da Saúde WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) afirmou nesta segunda-feira (30), que o Brasil está “cansado de conversa de cortar políticas sociais”. Defendendo a taxação dos super ricos, Gleisi Hoffmann afirmou que é necessário a contribuição do “andar de cima” para equilibrar as contas públicas. “O Brasil está cansado dessa conversa de cortar políticas sociais, congelar o salário-mínimo e sacrificar os aposentados. Isso não é debate sério sobre política fiscal; é defesa de privilégios e injustiças. Este país tem sim distorções históricas que precisam ser corrigidas, mas jogar a conta nas costas da maioria só vai agravar o problema e aumentar a desigualdade”, afirmou Gleisi no X.

Gleisi disse também que o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está fazendo um “grande esforço para equilibrar as contas”. A ministra afirmou que as despesas primárias, desde 2023, foi reduzida de 19,6% para 18,6% do PIB. Declarou também que os investimentos do governo em políticas sociais e em infraestrutura não são responsáveis por pressionar a dívida pública, e sim a política monetária da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Juros estratosféricos que vão levar essa conta a R$ 1 trilhão este ano”, disse Gleisi.

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A chefe da SRI listou intenções do governo para o equilíbrio das contas públicas. Além da taxação dos super ricos, ela disse que o Planalto quer cobrar imposto sobre rendimentos de aplicações incentivadas e não paga nada e começar a reduzir os gastos tributários com isenções que não geraram empregos e “custaram mais de R$ 600 bilhões em 2024”. “As propostas estão no Congresso Nacional para serem debatidas e aperfeiçoadas. É cobrar imposto de quem não paga, ou paga proporcionalmente pouquíssimo. Só alcançaremos o verdadeiro equilíbrio, fiscal e social, com justiça tributária”, disse a ministra do SRI.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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