‘Clima era de esquerda, e bolsonaristas me cumprimentaram discretamente’, diz Coronel Tadeu sobre ato pelas cartas à democracia
Presente nos atos que marcaram a leitura dos manifestos em prol da democracia na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USO) nesta quinta-feira, 11, o deputado federal Coronel Tadeu (PL-SP) classificou o ato como “de esquerda” e confirmou que haviam bolsonaristas presentes no evento. Em entrevista para a equipe de reportagem da Jovem Pan, o parlamentar disse que alguns apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) o cumprimentou “discretamente” durante a solenidade. Mesmo com a ida ao local, Coronel Tadeu não assinou o manifesto já que o documento “sugere uma crítica muito grande ao presidente e eu não aceito”. “Ali é a minha faculdade, estudei lá de 1986 até 1990. O atual diretor é meu colega, me senti em casa e fui. Fui paramentado é identificado e, como é uma festa da democracia, fui mesmo”, pontuou. No local, o congressista estava presente com uma roupa em apoio ao chefe do Executivo e às candidaturas de Tarcísio Gomes de Freitas, ao governo do Estado de São Paulo; e de Marcos Pontes, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação – bem como o slogan presidencial ‘Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos’ nas golas da roupa. “As pessoas me olhavam assustadas. Eu com a camiseta do Bolsonaro e bandeira brasileira. Alguns me reconheceram como parlamentar, pararam para me chamar de peitudo e corajoso”, expôs. Em sua argumentação de que tratava-se de um ato político de esquerda, Tadeu ressaltou que, durante o ato, encontrou pouquíssimas bandeiras do Brasil. “Não vi nenhuma bandeira que não a minha e uma que estava em um mastro. Achava que ia encontrar um mar de cor verde e amarela, como sempre encontro na Avenida Paulista”, desabafou.
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