Decreto presidencial pode mudar uma lei aprovada pelo Congresso?
O próximo presidente assumirá em 5 de janeiro de 2027 com poderes relevantes sobre a administração federal, mas um deles não é o de apagar por decreto uma lei aprovada pela Câmara e pelo Senado.
A Constituição autoriza o chefe do Executivo a expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis. Isso significa detalhar como uma norma será aplicada, sem mudar o conteúdo que os parlamentares aprovaram.
Quando o objetivo é alterar uma regra prevista em lei, o caminho costuma ser outro: projeto de lei, medida provisória nas hipóteses permitidas ou uma nova norma aprovada pelo Congresso.
O tema ganha importância na disputa entre Lula (PT), presidente e candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro. Os dois apresentam propostas que alcançam áreas reguladas por legislação, como trabalho, segurança e políticas sociais.
Mesmo os decretos autônomos têm campo limitado. Eles podem organizar a administração sem aumento de despesa ou criação e extinção de órgãos, além de extinguir cargos vagos.
Se um decreto ultrapassar esses limites, pode ser contestado no Congresso e no Judiciário. A eleição define quem comandará o Executivo, mas não elimina as competências dos outros Poderes.
continue lendo
Política
Quem apoia Flávio Bolsonaro no segundo turno das Eleições 2026?
Candidato do PL ampliou alianças depois do primeiro turno e recebeu apoios de ex-adversários e partidos que haviam seguido caminhos diferentes na primeira fase
- Janones tem previsão de alta nas próximas 48 horas; veja o que se sabe sobre a internação Jovem Pan · há 35 minutos
- Segundo turno é uma nova eleição? Entenda como funciona a votação Jovem Pan · há 1 hora
- Zanin dá cinco dias para TSE explicar anulação de votos de Garotinho no RJ Nícolas Robert · há 2 horas
- Eduardo Bolsonaro seria chanceler em um governo Flávio? Veja o que o candidato respondeu Jovem Pan · há 3 horas