Denúncia da PGR revela que ‘Abin paralela’ foi usada por Bolsonaro para atacar opositores e o sistema eleitoral
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia que revela a existência de uma operação clandestina conhecida como ‘Abin Paralela’, que foi utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para deslegitimar o sistema eleitoral e vigiar autoridades. A ferramenta de espionagem, chamada First Mile, foi empregada de forma ilegal para criar dossiês e espalhar desinformação, configurando assim crimes contra a democracia. O procurador-geral, Paulo Gonet, ressaltou que essas ações intensificaram a hostilidade social em relação às instituições.
“As ações ilícitas realizadas pela denominada ‘ABIN Paralela’, de forma indubitável, consistem em atos executórios relevantes do plano de crimes contra as instituições democráticas, por potencializarem a animosidade social contra as instituições, enfraquecendo-as e restringindo-lhes o exercício”, declarou Gonet.
A denúncia, que foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que a ‘Abin Paralela’ monitorou autoridades dos Três Poderes. O uso dessa ferramenta foi descoberto em março de 2023, o que levou a Polícia Federal a instaurar um inquérito. Além disso, o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, também foi incluído na denúncia, evidenciando a conexão entre as atividades clandestinas e os discursos públicos de Bolsonaro.
O sistema utilizado pela ‘Abin Paralela’ para vigilância se fundamenta na troca de dados entre celulares e antenas, o que possibilita a localização precisa dos alvos. Essa estrutura secreta não apenas produziu dossiês ilegais, mas também disseminou informações falsas sobre diversas figuras, incluindo membros do Judiciário, do Legislativo, um ex-candidato à presidência, além de servidores públicos e jornalistas.
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“Apesar de já suficientemente gravosas, as ações ilícitas dos agentes de inteligência não se limitaram à produção de informações falsas e promoção de ataques virtuais. O Sistema Brasileiro de Inteligência também foi indevidamente utilizado, em momento posterior do iter criminis, para o monitoramento clandestino de autoridades públicas, alvos de ações programadas com mais violência”, informou a PGR.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Victor Oliveira
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