Eduardo Bolsonaro chama senadores que barraram PEC da Blindagem de ‘serviçais’
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar os senadores que rejeitaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visava blindar parlamentares. A crítica foi feita nas redes sociais, onde o deputado, que está nos Estados Unidos, chamou os senadores e governadores contrários à proposta de “serviçais complacentes dos tiranos”. Ele afirmou que a rejeição impediu a criação de garantias mínimas contra o que chamou de “regime de exceção”, referindo-se ao Poder Judiciário, especialmente ao Supremo Tribunal Federal.
Eduardo Bolsonaro também acusou os senadores de serem reféns da desinformação e de manterem os “poderes ilimitados da burocracia” por “medo politiqueiro”. A PEC havia ganhado força no Congresso após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. A medida gerou reações no Legislativo, especialmente entre parlamentares da oposição, que pressionaram pela votação da proposta.
No entanto, o texto enfrentou resistência no Senado, onde 26 senadores da Comissão de Constituição e Justiça votaram contra, incluindo aliados de Eduardo Bolsonaro, como Rogério Marinho (PL-RN) e Carlos Portinho (PL-RJ). A pressão popular também influenciou a decisão, com manifestações em várias capitais do país. Governadores como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, também se manifestaram contra a proposta.
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Freitas afirmou que a PEC, que deveria ser um remédio, acabou se tornando outra coisa, enquanto Zema disse que a medida serviria para encobrir irregularidades. Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, alertou que a proposta poderia abrir espaço para o crime organizado no Congresso. Nos bastidores, comenta-se que até os parlamentares de centro que antes apoiavam Eduardo Bolsonaro agora estão se afastando de seu discurso radical, temendo prejuízos nas negociações relacionadas ao processo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
*Com informações de Rany Veloso
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*Reportagem produzida com auxílio de IA