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Política

Em 1º discurso pós-derrota, Boulos diz que Tarcísio ‘não será presidente’

O parlamentar exaltou seu principal aliado na campanha à Prefeitura de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e disse que é o petista 'quem pode livrar o Brasil da barbárie'

Felipe Cerqueira

ELEIÇÕES/2024/SP/BOULOS
O candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos, lê uma carta com compromissos para a população paulistana em um evento na manhã desta segunda- feira, 21, em frente ao Edifício Matarazzo, sede da prefeitura da cidade, no centro da capital. No documento, o deputado federal reconhece que a esquerda deixou de dialogar com uma parcela do eleitorado que busca "encontrar sua própria forma de ganhar a vida" e afirma que, se eleito, terá uma política voltada para "a periferia que quer empreender". BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Na primeira agenda pública após ser derrotado no segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não será presidente” em 2026. Em discurso na quadra do Sindicato dos Bancários da capital paulista nesta quinta-feira (7), o deputado também criticou Jair Bolsonaro (PL), que conta com a aprovação de uma anistia no Congresso para reverter sua inelegibilidade, vigente até 2030, e disputar o próximo pleito presidencial. Para Boulos, o plano eleitoral do ex-presidente terá de “passar por cima” da esquerda.

Ainda sobre 2026, o parlamentar exaltou seu principal aliado na campanha à Prefeitura de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Boulos, é o petista “quem pode livrar o Brasil da barbárie”. “Nós temos que estar aqui em fileiras cerradas para poder construir uma campanha de derrota a extrema direita no Brasil”, disse Boulos. A direita extremada, segundo o deputado federal, pode ser tanto “aquela raiz e virulenta”, representada pelo ex-presidente, “ou aquela que come de garfo e faca”, em referência indireta ao governador paulista.

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Não foi a primeira crítica de Boulos ao chefe do Executivo paulista. Em sabatina com o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), o então candidato a prefeito do PSOL foi questionado sobre o que pensava do governador de São Paulo. Boulos disse que Tarcísio “não deixou um legado” positivo para o Estado, criticando o chefe do Executivo estadual pela privatização da Sabesp. Além disso, afirmou que a participação do governador no pleito da capital paulista fazia da cidade um “trampolim” para uma futura candidatura presidencial.

O parlamentar também comentou o desempenho obtido na eleição à Prefeitura paulistana. Boulos obteve 2.323.901 votos no segundo turno, o equivalente a 40,65% dos válidos, e perdeu a disputa para Ricardo Nunes, reeleito com 3.393.110 votos, 59,35% dos válidos. Segundo Boulos, a campanha à reeleição do prefeito integra “um projeto que quer usar a cidade de São Paulo como trampolim para uma tentativa de retorno da extrema direita em 2026”. O deputado federal também disse que, ao enfrentar Nunes, desafiou também uma “máquina” poderosa.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira

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