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Política

Em julgamento no STF, Flávio Dino cita atentado a aliado de Trump

Ministro argumentou que a ideia de que anistia ou perdão automaticamente resultam em paz social é uma falácia: 'É curioso notar, porque há uma ideia segundo a qual anistia, perdão é igual a paz'

Nátaly Tenório

STF inicia julgamento de Bolsonaro e mais sete réus por tentativa de golpe de Estado
STF inicia julgamento de Bolsonaro e mais sete réus por tentativa de golpe de Estado FÁTIMA MEIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Durante sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino fez uma contundente análise sobre os perigos da violência política, utilizando como exemplo o recente atentado sofrido por Charlie Kirk, um proeminente ativista conservador e aliado de Donald Trump nos Estados Unidos. O comentário de Dino ocorreu no contexto da Ação Penal 2668, que apura uma tentativa de golpe de Estado, e serviu para reforçar sua posição contrária a qualquer tipo de anistia para crimes que atentem contra a democracia.

O ministro, em aparte concedido pela ministra Cármen Lúcia, destacou a ironia de um crime político grave ocorrer justamente nos EUA, onde, segundo ele, houve “perdão” para os envolvidos na invasão do Capitólio. Dino argumentou que a ideia de que anistia ou perdão automaticamente resultam em paz social é uma falácia. “É curioso notar, porque há uma ideia segundo a qual anistia, perdão é igual a paz. E foi feito o perdão nos Estados Unidos e não há paz”, afirmou.

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Para o ministro, a paz duradoura não se constrói com o esquecimento ou a impunidade, mas sim com o funcionamento adequado das instituições repressivas do Estado contra aqueles que violam a lei e a ordem democrática. Ao citar o caso de Charlie Kirk, Dino alertou para o risco de que a impunidade sirva de exemplo e estímulo para novas ações violentas.

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