Ex-presidente do PSL na eleição de Bolsonaro, Bivar é indicado como suplente do PT
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, oficializou nesta segunda-feira (20), durante convenção realizada no Recife, a candidatura do senador Humberto Costa (PT) à reeleição em Pernambuco. A chapa terá como primeiro suplente o deputado federal Luciano Bivar (MDB), ex-presidente do PSL, legenda pela qual Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República em 2018.
A indicação de Bivar já havia sido aprovada pelo diretório estadual do PT durante reunião realizada no sábado (18), em Bom Conselho, no Agreste pernambucano. O encontro reuniu dirigentes partidários, parlamentares e lideranças da legenda para definir as estratégias eleitorais da federação.
A aliança chama a atenção pelo histórico político de Bivar. Além de ter presidido o PSL durante a eleição de Bolsonaro, o parlamentar comandou posteriormente o União Brasil, partido surgido da fusão entre PSL e DEM.
Trajetória à direita
Deputado federal e atualmente filiado ao MDB, Luciano Bivar construiu boa parte de sua carreira política no antigo PSL, partido pelo qual foi eleito para a Câmara dos Deputados em 1998 e que presidiu por vários anos. Em 2018, durante a disputa presidencial, licenciou-se do comando da legenda para que Gustavo Bebianno assumisse a presidência.
Foi justamente naquele ano que Jair Bolsonaro ingressou no PSL para concorrer à Presidência da República. Na ocasião, Bivar e Bolsonaro divulgaram um manifesto conjunto em defesa de propostas como a economia de orientação liberal, a proteção ao direito à propriedade privada, o fortalecimento das Forças Armadas e das instituições, além da valorização de princípios ligados à família.
Encerrada a eleição, Bivar voltou à presidência do partido, mas o relacionamento com Bolsonaro se desgastou rapidamente. Em novembro de 2019, o então presidente da República deixou o PSL após uma série de desentendimentos com a direção da legenda. Durante a crise, Bolsonaro chegou a afirmar, em conversa gravada, que Bivar estava “queimado para caramba”.
Dois anos depois, o PSL se fundiu ao Democratas (DEM), formando o União Brasil. Bivar assumiu a presidência da nova sigla, cargo que ocupou até 2024, quando foi substituído por Antônio Rueda após uma disputa interna pelo controle do partido. Mais tarde, o parlamentar deixou o União Brasil e se filiou ao MDB, legenda pela qual atua atualmente.
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