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Julgamento de Bolsonaro e mais sete por tentativa de golpe é marcado para dia 2 de setembro

Ex-presidente é acusado de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado

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O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, deixa a sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, para ir para casa devido às medidas restritivas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
Bolsonaro coloca tornozeleira eletrônica por ordem do Supremo Tribunal Federal Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, convocou sessões extraordinárias para o julgamento do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e demais integrantes do “núcleo 1” da ação penal sobre a tentativa de golpe em 2022. O julgamento foi marcado para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. O caso possui 34 réus, ao todo. Porém, ainda não se sabe quando acontecerão as sessões dos demais.

O julgamento foi liberado na quinta-feira (14) para pauta pelo relator, Alexandre de Moraes, após o término do prazo para as defesas apresentarem suas alegações finais, na última quarta-feira (13). A defesa do ex-presidente afirmou ao STF que a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) da trama golpista é absurda e mistura eventos para conseguir uma condenação sem provas.

As sessões serão realizadas em:

  • 2 de setembro: 9 horas às 12 horas e depois das 14 horas às 19 horas;
  • 3 de setembro: 9 horas às 12 horas;
  • 9 de setembro: 9 horas às 12 horas e depois das 14 horas às 19 horas;
  • 10 de setembro: 9 horas às 12 horas;
  • 12 de setembro: 9 horas às 12 horas e depois das 14 horas às 19 horas;

Quais crimes Bolsonaro é acusado? Quem são os outros réus?

Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito,  organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Além do ex-presidente, mais sete réus também serão julgados. São eles: Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), este que o processo foi parcialmente paralisado por determinação da Câmara.

As penas máximas para os crimes atribuídos ao ex-presidente podem levar a uma condenação de 43 anos de prisão. Quem vai definir as penas, entretanto, vão ser os ministros do Supremo Tribunal Federal que vão julgar Bolsonaro e os demais réus.

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Como irá funcionar o julgamento?

O primeiro a votar deve ser o relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, a Procuradoria-Geral da República terá duas horas para se manifestar. Depois, as defesas dos réus terão prazo de uma hora para apresentar seus argumentos.

Depois disso, os ministros votam. A composição da Turma indica que os votos devem seguir a seguinte sequência: Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que vota por último por ser o presidente do colegiado. Os advogados de Bolsonaro acreditam que Fux possa pedir vistas – ou seja, mais tempo para analisar o caso. Isso poderia fazer com que o julgamento não se encerrasse nas datas marcadas por Zanin.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Nícolas Robert

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