Lira promete projetos contra institutos de pesquisas e fala em proibição por oito anos
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai pautar na próxima semana projetos contra institutos de pesquisas. A declaração ocorre em menos de uma semana do primeiro turno das eleições 2022. Após a apuração dos votos, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) criticou as pesquisas eleitorais por erros nos resultados. De acordo com Lira, dentro de algumas propostas preveem, até mesmo, a prisão de responsáveis pelos levantamentos. Além disso, ele não descartou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso. “Nós temos vários projetos que vão ser aglutinados, porque uns tratam de organização, de prevenção, outros tratam de prazos para que as pesquisas deixem de ser divulgadas antes das eleições. Então, tudo isso vai ser juntado, principalmente com responsabilização civil, penal”, comentou o parlamentar, a jornalistas, no Palácio da Alvorada. Para Lira, os institutos que errarem para além da margem por duas ou três vezes deveriam ser proibidos de funcionar por oito anos. Ele citou, como exemplo, a disputa para o governo de São Paulo. As pesquisas eleitorais apontavam o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), como favorito e o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) na segunda posição. No entanto, Haddad ficou em segundo e Tarcísio obteve mais votos no primeiro turno. Os candidatos disputam o segundo turno, marcado para o próximo dia 30. “Uma pesquisa dessa tem que ficar banida de fazer pesquisa, de publicar pesquisa e de trabalhar por 8 anos, como fica quem faz um mal feito na administração pública”, frisou o presidente da Câmara. “Já vieram ontem com pesquisas divulgadas e aí já começam as críticas. Vêm duas pesquisas, uma com sete ou oito pontos de diferença entre Lula e Bolsonaro, outra com quatro pontos. Então, a gente não pode usar a mesma metodologia e ter resultados tão díspares”, completou. Nesta quinta-feira, 6, Arthur Lira participou de um ato de campanha pela reeleição de Bolsonaro na residência oficial do presidente.
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