Mauro Vieira diz que Argentina precisa ‘parar agressões’ contra Lula para estabilizar relação
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que é preciso que a Argentina pare “imediatamente a agressão” para que os dois países voltem a se relacionar normalmente. “Apenas um pequeno gesto, dada a importância dessas relações: a agressão deve parar”, disse Vieira.
A declaração foi feita ao jornal argentino Clarín neste domingo (9). Vieira está em Cali, na Colômbia, para a posse do presidente Abelardo de la Espriella em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a passagem pelo país, ele conversou por telefone com o jornal.
Durante a ligação, o ministro, que anteriormente atuou como embaixador do Brasil na Argentina, abordou a crise tarifária com os Estados Unidos e, em particular, os danos às relações bilaterais com a Argentina desde que o presidente do país, Javier Milei, fez declarações criticando Lula durante convenção do PL em São Paulo, no último dia 25 de julho.
Segundo o ministro, o vínculo entre os dois países está defasado já que está sendo administrado apenas por encarregados de negócios, nível hierárquico abaixo do de embaixador, em razão de ataques reiterados de Milei não só a Lula, mas às instituições brasileiras e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“O presidente Milei não fez isso apenas uma vez, mas em diversas ocasiões em menos de uma semana, a primeira delas na convenção do Partido Liberal. As imagens daquele evento, as palavras sérias do presidente argentino, surpreenderam tanto brasileiros quanto argentinos — algo espantoso que ele repetiu posteriormente em outras ocasiões.”Mauro Vieira
Viera destaca ainda que a relação entre os dois países sul-americanos é de “longa data” e transcende quem estiver no poder em qualquer momento. “O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina; temos programas bilaterais de longa data e mecanismos cruciais em vigor”, finalizou.
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