JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Mala Pronta | 10h00 - 11h00
Política

Messias Donato quer tipificar homicídio contra policiais como terrorismo

A iniciativa surge em resposta ao aumento de ataques violentos a esses profissionais, que têm sido alvo de ações premeditadas, muitas vezes fora de serviço e até em suas residências

Felipe Cerqueira

O deputado federal Messias Donato, do Republicanos
WhatsApp Image 2025-04-14 at 16.58.25 Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Um novo projeto de lei apresentado pelo deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) visa endurecer as penas para homicídios cometidos contra agentes de segurança pública no Brasil. A proposta, que já gera debates acalorados, inclui a tipificação desses crimes como atos de terrorismo, com penas que podem chegar a 40 anos de reclusão.

O projeto de lei, protocolado, altera o Código Penal e a Lei Antiterrorismo, estabelecendo que o homicídio doloso praticado contra policiais civis, militares, federais, rodoviários, bombeiros e outros agentes de segurança deve ser tratado com a mesma severidade aplicada a atos terroristas. A iniciativa surge em resposta ao aumento de ataques violentos a esses profissionais, que têm sido alvo de ações premeditadas, muitas vezes fora de serviço e até em suas residências.

“Esses crimes não são meros homicídios; representam um atentado à estrutura do Estado e à segurança da população”, destacou Donato em sua justificativa. Segundo ele, a medida busca não apenas punir os responsáveis, mas também dissuadir futuras agressões e fortalecer a proteção dos agentes que arriscam suas vidas pela segurança pública.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Além de aumentar as penas, o projeto também propõe que os condenados por homicídio de agentes de segurança não tenham direito a benefícios como progressão de regime ou indulto, permanecendo em regime disciplinar diferenciado por, no mínimo, 10 anos. A prisão preventiva também se torna obrigatória até que a sentença penal transite em julgado.

A proposta foi motivada pelo crescente número de incidentes violentos contra esses profissionais, que desempenham funções essenciais para a manutenção da ordem e da paz social. A inclusão de homicídios de agentes de segurança no rol dos crimes hediondos reflete a urgência em garantir proteção legal a esses servidores.

O projeto de lei será agora analisado pelas comissões competentes da Câmara, onde deverá passar por discussões e possíveis emendas antes de ser votado em plenário. A expectativa é que a proposta receba apoio de diversos parlamentares, refletindo a preocupação coletiva com a segurança dos agentes que atuam em contextos de risco elevado.

[jp-related-posts ids=”2049755″]