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Política

Ministro de Lula diz que PEC das decisões monocráticas ‘não é assunto do governo’

No entendimento de Paulo Pimenta, temas como este, que envolvem disputa entre os Poderes, não devem ter um posicionamento do governo

Pedro Sciola

Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) “não é assunto do governo federal”. No entendimento do ministro, temas como este, que envolvem disputa entre os Poderes, não devem ter um posicionamento do governo. “Não é uma questão do governo, por isso o líder do governo em questões como essa acaba liberando a bancada. Eu fui líder da bancada do partido durante muito tempo. Você tem que reunir a bancada e tirar uma posição. O governo não pode ter uma opinião ou orientação sobre um voto num tema em que ele não tratou e não tratará”, disse Paulo Pimenta. Ainda de acordo com o ministro, a PEC se trata de uma tentativa do Congresso de legislar sobre uma questão do regimento interno do STF. A proposta foi aprovada na noite desta quarta-feira, 22, em dois turnos no Senado Federal. Agora, ela irá para votação na Câmara dos Deputados.

A PEC estipula a proibição de decisões monocráticas que suspendam leis ou atos dos presidentes da República, do Senado e também da Câmara, com exceção do presidente do STF, que pode tomar decisões em atos de extrema urgência. O texto também dispõe que, em deferimento de decisões cautelares, em pedidos de declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato, ou que questionem o descumprimento de preceito fundamental, os ministros do STF possuem até seis meses para julgar o mérito da ação. A PEC também recai sobre pedidos de vista. Caso seja pedido mais tempo para análise de pauta, as solicitações devem ser coletivas e de duração de no máximo seis meses, com possibilidade de ser estendida por mais três. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) negou que a discussão seja uma “afronta” ou uma “retaliação” ao Supremo. Já Luís Roberto Barroso, presidente do STF, afirmou que “preferiria que não houvesse mudanças neste momento”. A discussão sobre o tema ocorre em meio à tensão entre o STF e o Congresso, com decisões divergentes em pautas, como o marco temporal para demarcação de territórios indígenas e a descriminalização do porte de maconha.

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*Com informações do Estadão Conteúdo