Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro à Polícia Civil sobre arma apreendida, mas veta oitiva virtual
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil do Distro Federal (PCDF).
Na quinta-feira (18) a corporação solicitou ao ministro a liberação de Bolsonaro para esclarecimentos sobre a arma apreendida em uma blitz que estava no nome do ex-capitão da reserva.
A PCDF pediu que ele prestasse depoimento no dia 24 de junho por videoconferência, mas o ministro liberou os esclarecimentos para o dia 23 de junho, próxima terça-feira, e de forma presencial, na casa do ex-presidente. “A oitiva, entretanto, deverá ser realizada presencialmente, no dia 23 de junho de 2026 às 15h00 e no endereço onde o depoente cumpre prisão domiciliar humanitária, uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”, determinou Moraes.
O ministro determinou também que a defesa informe, no prazo de 48 horas, se houve a contratação de profissional da área de saúde para o acompanhamento de Bolsonaro durante o período noturno, como já teria sido pré-determinado.
Além disso, Moraes pediu que fosse confirmado também se os agentes de segurança, “cedidos a Bolsonaro em virtude de sua condição de ex-presidente da república, são diariamente dispensados no período noturno”.
Arma apreendida
O armamento estava em posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que conduzia o veículo no momento da abordagem. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pela Jovem Pan.
A arma de fogo registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida na noite de segunda-feira (15) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), durante uma blitz de rotina em Taguatinga.
De acordo com fontes ouvidas pela Jovem Pan, o militar do GSI apresentou o porte funcional de arma. Ao ser questionado pelos agentes, o funcionário informou que o objeto estaria quebrado e que o levaria para o conserto.
O porte funcional de arma de fogo é a permissão que agentes públicos possuem para portar o armamento em razão de suas atividades profissionais.
A ocorrência com a arma de Bolsonaro foi encaminhada e registrada na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), que ficará responsável pela apuração dos fatos e pela conferência da documentação e da legalidade do transporte do armamento.