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Política

Partidos aliados a Lula se opõem a aumento de impostos proposto por Haddad

União Brasil e PP, que juntos têm quatro ministérios no governo federal, devem declarar voto contra medida provisória do Palácio do Planalto

ia samy

PP e União Brasil
Sem título Divulgação/Câmara dos Deputados

Os partidos PP e o União Brasil devem se pronunciar na tarde desta quarta-feira (11) sobre o fechamento de questão contra aumento de impostos e à medida provisória que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja editar para elevar a arrecadação, substituindo a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O fechamento de questão é uma estratégia que obriga os membros da bancada a votarem de forma coesa na Câmara e no Senado. Juntas, as duas legendas somam 109 deputados federais e 14 senadores. O União Brasil, que é liderado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é um aliado do governo Lula.

A resistência a essa medida provisória pode complicar a aprovação da proposta e incentivar outros partidos da base aliada a se manifestarem contra. Os líderes do PP e do União Brasil convocaram uma coletiva de imprensa para esclarecer a posição de suas siglas em relação às medidas discutidas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O governo está preparando uma medida provisória que trará alterações na tributação de instituições financeiras, além de aumentar a taxação sobre apostas e implementar um Imposto de Renda de 5% sobre títulos que atualmente são isentos, como as LCIs e LCAs. O objetivo é aumentar a arrecadação em 2025 e nos anos seguintes, buscando eliminar o déficit primário sem recorrer a novos congelamentos de gastos.

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Entretanto, tanto empresários quanto políticos têm criticado a ausência de ações voltadas para a redução de despesas, apontando que o foco está apenas no aumento da arrecadação. Durante uma reunião realizada no último domingo (8), não foi alcançado um consenso sobre possíveis iniciativas para cortar gastos.

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Publicado por Nátaly Tenório 

*Reportagem produzida com auxílio de IA