PF deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero e tem Thiago Miranda como um dos alvos
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10º fase da Operação Compliance Zero que tem o publicitário Thiago Miranda, que é ex-sócio de Daniel Vorcaro, como um dos alvos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi quem emitiu a decisão para a busca e apreensão na casa do publicitário. A ação investiga uma suposta atuação coordenada em redes sociais que tem como objetivo comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.
“A Polícia Federal representa pelo deferimento de medida de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, em desfavor de Thiago Miranda Silva, a fim de colher elementos de convicção para apurar eventuais delitos que teriam sido praticados em coautoria com Daniel Bueno Vorcaro e outros integrantes de organização criminosa”, segundo a decisão de Mendonça.
Segundo a PF, a investigação procura novas evidências que revelaram a prática de crimes, até então, inexplorados. As condutas teriam sido potencialmente praticadas por Vorcaro e Miranda, além de outros agentes a eles associados.
Conforme a corporação, esta nova fase da operação analisa a utilização de recursos econômicos provenientes do esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, com a finalidade de promover campanha de desinformação na mídia, tradicional e digital.
Segundo a PF, as investigações apuram a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.
“Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos”, diz o documento da PF.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF em 2025 a partir de uma investigação solicitada pelo Ministério Público Federal para apurar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Com o avanço das apurações, o caso ultrapassou o mercado financeiro e passou a abranger suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de sistemas, vazamento de informações sigilosas e cooptação de agentes públicos.
Ao longo de 2025 e 2026, a operação se desdobrou em nove fases, a 10ª nesta quinta, que revelaram um esquema cada vez mais amplo, alcançando familiares de Vorcaro, executivos do setor financeiro, policiais federais e importantes figuras da política nacional.
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