Tebet diz que disputa por vagas de São Paulo ao Senado exige diálogo entre os partidos
A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou que a disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo exige diálogo entre os partidos da base aliada para evitar a fragmentação de votos.
Durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, Tebet citou possíveis candidaturas de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) e avaliou que três nomes alinhados ao mesmo campo político poderiam enfraquecer o grupo na disputa.
Segundo a ex-ministra, as legendas precisam construir um entendimento conjunto, levando em consideração não apenas a eleição de 2026, mas também futuras oportunidades políticas.
Outro tema abordado na entrevista foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Questionada sobre uma possível demora na tramitação da matéria no Senado, Tebet defendeu o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil).
A ex-ministra afirmou acreditar que o debate deve avançar nas próximas semanas e declarou apoio à proposta, defendendo a aprovação de medidas que ampliem a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
PCC e CV
Ao falar sobre política nacional, Tebet comentou a atuação da família Bolsonaro e afirmou estar mais preocupada com a possível reclassificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas do que com as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Ela também atribuiu parte das tensões diplomáticas recentes à atuação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Simone Tebet defendeu ainda a importância do diálogo entre diferentes correntes políticas, incluindo setores da direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, ela afirmou que não considera possível dialogar com grupos que classifica como de extrema direita e antissistema. Para a ex-ministra, o compromisso com a democracia deve ser um requisito básico para qualquer construção política.
Estratégia eleitoral
Em relação às críticas recebidas, Tebet afirmou que a transferência de domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo foi uma mudança articulada para fortalecer o palanque da base aliada no estado e ampliar sua viabilidade eleitoral.
A oposição classificou a decisão como oportunismo político diante das dificuldades enfrentadas pela ex-ministra em seu estado de origem. Tebet rebateu e afirmou que possui forte ligação com São Paulo.
Como exemplo, ela citou a eleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), natural do Rio de Janeiro, argumentando que a origem geográfica não deve ser um impedimento para a representação política.
Onde assistir
A íntegra da entrevista com Simone Tebet e outras edições do Direto ao Ponto estão disponíveis no canal da Jovem Pan no Youtube e na plataforma Panflix.
Assuntos
continue lendo
Política
Aposta de Lula, Tebet disputa sua 7ª eleição após ser eleita em cinco e mira Senado por SP
Das eleições que participou, ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil foi eleita em cinco ocasições, só perdeu em 2022, quando disputou à Presidência
- Renan Santos diz que não esperava recuo de Toffoli: ‘Ele saiu minúsculo disso’ Sarah Américo · há 1 minuto
- Esposa de Moraes fazia uso de cotas de duas aeronaves de US$ 6,8 mi de Vorcaro Jovem Pan · há 48 minutos
- TSE julga proibição de deepfakes e pode impactar mais de 50 processos eleitorais Estadão Conteúdo · há 1 hora
- Moraes marca para setembro análise de recurso contra condenação de Eduardo Bolsonaro Estadão Conteúdo · há 2 horas