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Após anulação de votos de Garotinho, TRE oficializa Douglas Ruas como governador eleito do Rio

Retotalização dos votos após decisão do TSE que anulou votação de Anthony Garotinho garantiu vitória do candidato do PL no primeiro turno

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Douglas Ruas, presidente da Alerj
Após anulação de votos de Garotinho, TRE oficializa Douglas Ruas como governador eleito do Rio Reprodução/Alerj

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) oficializou neste sábado (10) a eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do Rio de Janeiro no primeiro turno. A confirmação ocorreu após a retotalização dos votos, determinada em razão da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os 274.411 votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). Com a mudança, Ruas ultrapassou os 50% dos votos válidos necessários para vencer a disputa sem a realização de um segundo turno.

Na apuração original, realizada no último domingo (4), Ruas havia recebido 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD), segundo colocado, obteve 3.706.984 votos, ou 42,76%. Com esses resultados, os dois candidatos disputariam o segundo turno, previsto para 25 de outubro.

Garotinho terminou a eleição com 274.411 votos, correspondentes a 3,17% do total de votos válidos inicialmente contabilizados. Com a exclusão dessa votação, o percentual de Douglas Ruas passou para 50,88%, garantindo sua eleição no primeiro turno.

A mudança no resultado ocorreu depois que o TSE rejeitou, na quinta-feira (8), a candidatura de Garotinho por cinco votos a dois. A maioria dos ministros entendeu que o ex-governador não reunia as condições de elegibilidade necessárias para disputar o cargo, uma vez que seus direitos políticos estavam suspensos.

Decisão do TSE anulou votos de Garotinho

O registro da candidatura de Anthony Garotinho havia sido negado pelo TRE-RJ em 11 de setembro, em razão de uma condenação por improbidade administrativa. O caso envolve a aplicação do prazo de oito anos de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa.

A condenação tem origem em fatos relacionados ao período em que Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, governava o Rio de Janeiro e o ex-governador ocupava a Secretaria de Estado de Governo.

Às vésperas da eleição, decisões judiciais divergentes provocaram incerteza sobre a validade dos votos do candidato. No dia 4 de outubro, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que a votação de Garotinho continuasse sendo considerada na totalização até o julgamento definitivo pelo plenário.

Na quinta-feira (8), a maioria dos ministros decidiu pela anulação dos votos. Durante o julgamento, o ministro Dias Toffoli afirmou que Garotinho não tinha condições de disputar a eleição.

“Para mim, esses votos são inexistentes. Aquele candidato não tinha condição de elegibilidade, não tinha direitos políticos”, declarou.

Os ministros Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior divergiram e defenderam a manutenção dos votos recebidos pelo ex-governador, o que levaria à realização do segundo turno.

Paes reconheceu derrota após perder no STF

Em nota publicada nas redes sociais na noite de quinta-feira (8), o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) reconheceu a derrota nas eleições para o governo fluminense. “A eleição termina”, escreve o político. Na publicação, ele critica a decisão da Justiça Eleitoral pela anulação de votos de Anthony Garotinho (Republicanos), motivo para a não realização do segundo turno. “Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona”, anunciou.

O político afirma ainda que ele e seu partido continuarão vigilantes, acompanhando e cobrando o governo eleito diante da crise de segurança pública vivida no Estado. Ele também critica a nova gestão, declarando que ela “representa a continuidade do grupo político que está no poder há oito anos”.

Com a retotalização realizada pelo TRE-RJ, Douglas Ruas passa a ser oficialmente considerado governador eleito do Rio de Janeiro, sem necessidade de segundo turno, ressalvada eventual decisão judicial que altere o resultado.

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