Americanos elegem minorias nunca antes representadas na Câmara dos EUA

  • Por Jovem Pan
  • 08/11/2018 08h50
EFEAs mulheres ocuparão 96 dos 435 assentos da Câmara dos Representantes, batendo o recorde anterior, que era de 85

Os americanos elegeram algumas minorias nunca antes representadas na Câmara dos representantes, como por exemplo a democrata Ilhan Omar, muçulmana que nasceu na Somália, fugiu da guerra civil e chegou aos Estados Unidos como refugiada. Ela venceu com 78%dos votos no quinto distrito de Minnesota.

Ilhan terá a companhia de Rashida Tlaib, também muçulmana, primeira mulher de origem palestina a se eleger na Câmara. Ela venceu no 13º distrito do Michigan com 88% dos votos. Outras duas mulheres de origem indígena também conquistaram um feito inédito.

Deb Haaland venceu pelo primeiro distrito do Novo México e como ativista, fez campanha pelo impeachment de Donald Trump.

Já Sharice Davids, advogada e ex-lutadora de MMA, venceu pelo terceiro distrito do Kansas. Ela é a primeira deputada lésbica eleita pelo estado e trabalhou como bolsista na Casa Branca na administração de Barack Obama.

Mas não foram só as mulheres que fizeram história. Jared Polis, do Partido Democrata, se tornou o primeiro governador abertamente gay dos EUA ao vencer a disputa no Colorado. Na campanha, não escondeu sua orientação sexual e algumas vezes a citava para enfatizar sua diferença com a administração de Trump.

Voltando para as mulheres, elas ocuparão 96 dos 435 assentos da Câmara dos Representantes, batendo o recorde anterior, que era de 85. Desse total, 31 iniciarão seu primeiro mandato.

A onda feminina não ficou restrita aos democratas, já que os republicanos conseguiram eleger a primeira mulher senadora no estado do Tennessee, Marsha Blackburn e a primeira governadora da Dakota do Sul, Kristi Noem.

*Informações do repórter Victor Moraes