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Assessores de Trump admitem dificuldades para acabar com guerra na Ucrânia

General aposentado Keith Kellog, enviado por Trump para resolver a questão, mencionou um prazo de até 100 dias para a solução, mas especialistas, como o ex-embaixador dos EUA no país, consideram a previsão otimista

Fernando Keller

Ucrânia
Ukrainian servicemen clean the way to Chasiv Yar in Donetsk EFE/EPA/ASSISTÊNCIA DE IMPRENSA DA 24 BRIGADA MECANIZADA

Assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, recentemente diminuíram as expectativas em torno de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Durante a campanha presidencial, Trump havia prometido resolver o conflito no primeiro dia de seu governo, mas as declarações feitas na manhã desta quarta-feira indicam que as negociações podem levar meses para serem concluídas. O general aposentado Keith Kellog, enviado de Trump para a questão, mencionou um prazo de até 100 dias para a solução, mas especialistas, como o ex-embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia, John Herbst, consideram essa previsão otimista demais.

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Desde a eleição, Trump tem evitado falar em prazos específicos, reconhecendo a complexidade do conflito no leste europeu. Enquanto isso, a Rússia continua avançando militarmente, adotando uma estratégia de ganhar tempo para consolidar territórios. O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, descartou os planos preliminares apresentados por Trump e seus assessores, e o Kremlin evitou comentar sobre prazos sugeridos. Entre as propostas da equipe de Trump estão congelar as linhas de combate atuais e suspender a possibilidade de adesão da Ucrânia à OTAN no futuro próximo, além da criação de uma zona desmilitarizada supervisionada por tropas europeias.

Diplomatas ucranianos expressaram preocupação com a legalidade dessas negociações antes da posse, citando o Logan Act., que impede que cidadãos privados negociem com governos estrangeiros. Essa preocupação destaca a complexidade legal e diplomática envolvida nas negociações, que podem ser mais desafiadoras do que o inicialmente previsto. Analistas nos Estados Unidos destacam o choque entre promessas de campanha e a realidade das negociações internacionais, indicando que o processo será mais longo e complexo do que inicialmente previsto.

Com informações de Eliseu Caetano

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*Reportagem produzida com auxílio de IA