‘Comportamento parcial de Moro causou série de prejuízos ao país’, afirma advogado sobre ação popular

Fabiano Silva dos Santos cita perda estimada de R$ 143 bilhões e fala em ‘oportunidade’ para que o ex-ministro e procuradores prestarem ‘contas à sociedade’

  • Por Jovem Pan
  • 25/05/2022 08h29 - Atualizado em 25/05/2022 09h03
Reprodução/Pânico Sergio Moro no estúdio do Morning Show Em nota, Sergio Moro afirmou que ação é “risível” e falou em “inversão de valores”

O ex-juiz Sergio Moro (União) deve ser responsabilizado e ressarcir os prejuízos causados pela Operação Lava Jato ao Brasil. É o que defende uma ação popular aceita pelo juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais, que pede indenização por parte do ex-ministro por irregularidades cometidas na força-tarefa. A avaliação é que o comportamento parcial do ex-juiz causou uma “série de prejuízos ao país”, explica o advogado Fabiano Silva dos Santos, coordenador do Prerrogativas e um dos responsáveis pela ação. “O ex-juiz foi declarado suspeito e parcial pelo STF, esse comportamento do ex-juiz e de alguns procuradores causou uma série de prejuízos ao país. Eles alegam que recuperaram R$ 5 bilhões, mas os prejuízos estimados, tem estudos que citam, são de R$ 143 bilhões. São prejuízos muito grandes que a operação trouxe para o país. Então, nada mais natural que respondam também, é boa oportunidade para que eles prestem contas à sociedade sobre essa atuação”, defendeu o advogado, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta quarta-feira, 25.

Fabiano Silva dos Santos mencionou que “diversos setores foram destruídos” pelo que chamou de “comportamento anômalo” do ex-juiz e alguns procuradores, entre eles o segmento da construção civil, com impacto para construtoras que atuavam no exterior, assim como no setor de óleo e gás e de fertilizantes. “Não se trata de combate à corrupção, combate à corrupção deve existir, mas tem que ter mecanismos que preservem a saúde das empresas e a Lava Jato não se preocupou com isso”, acrescentou, reforçando que preservar a saúde financeira das empresas também deveria ser um dos nortes da força-tarefa. “A gente não pode destruir aquilo que gera empregos”, concluiu.

A ação popular contra o Sergio Moro foi assinada por parlamentares do Partido dos Trabalhadores: Rui Falcão (SP), Erika Kokay (DF), Natália Bonavides (RN), José Nobre Guimarães (CE) e Paulo Pimenta (RS). Com a decisão do juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais, o ex-ministro da Justiça se tornou réu. “Recebo a inicial. Cite-se o Réu. Intime-se o Ministério Público Federal para que tenha ciência da demanda”, escreveu o magistrado. Em nota, Sergio Moro afirmou que ação é “risível” e falou em “inversão de valores”.  “Todo mundo sabe que o que prejudica a economia é a corrupção e não o combate a ela”, mencionou, prometendo se defender, assim que citado.